Gabriel Leone estreia na música com álbum 'Minhas Lágrimas' e fala sobre carreira
Gabriel Leone estreia na música e fala sobre carreira

Gabriel Leone, conhecido por seus papéis na TV e no cinema, está expandindo seus horizontes artísticos com o lançamento de seu primeiro álbum, intitulado “Minhas Lágrimas”. Em entrevista ao g1 Ouviu, o ator e cantor compartilhou detalhes sobre essa nova fase e sua trajetória profissional.

Estreia musical com canções de MPB

O álbum “Minhas Lágrimas” traz interpretações de músicas menos conhecidas de grandes nomes da Música Popular Brasileira (MPB), como “Segredo” (Djavan), “Quem há de dizer” (Lupicínio Rodrigues), “Vento no litoral” (Renato Russo) e a faixa-título “Minhas lágrimas” (Caetano Veloso). Leone explicou que a música sempre esteve presente em sua vida, muitas vezes de forma simultânea à atuação. “O canto e o instrumento viram uma ferramenta de trabalho”, afirmou. “Sempre tive vontade de fazer um projeto meu, pessoal. Mas por conta da carreira, da vida, fui amadurecendo e deixando as coisas se organizarem. Sou aficionado por música. Coleciono discos, tenho mais de 3 mil discos em casa.”

O artista destacou que a música ocupa um lugar de respeito em sua vida, por isso não queria fazer algo de qualquer jeito. “Queria ter a estrutura ideal. E no ano passado, me deu essa coragem de transbordar e realizar.”

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Atuação continua sendo prioridade

Apesar do ingresso no universo musical, Gabriel Leone enfatizou que a atuação continua sendo sua principal atividade profissional. “Atuar é e sempre vai ser a prioridade. É minha profissão. Eu vivo disso, e vivo feliz disso, o que é um privilégio. ‘Minhas lágrimas’ é a realização de um sonho, amei fazer, tenho desejo de fazer mais. Mas não me pressiono no lugar de fazer turnê ou outro disco.”

A entrevista ao vivo no g1 Ouviu, podcast e videocast de música do g1, está disponível em vídeo e formato de podcast no g1, YouTube, TikTok e plataformas de áudio.

Pontos de virada na carreira de ator

Gabriel Leone relembrou os marcos de sua trajetória como ator. Antes de “Verdades Secretas”, ele havia participado de “Malhação”. “Foi meu ponto de virada pessoal. Mas minha ‘Malhação’ deu uma flopada. E ‘Malhação’, a própria Globo já absorvia os atores. A minha não rolou isso, mas eu fazia o vilão, então chamou atenção”, afirmou. “‘Verdades Secretas’ foi a primeira virada no sentido do sucesso. Como foi sucesso de público, entrei no mapa.”

A primeira virada artisticamente, segundo ele, foi “Velho Chico”. “Tinha alcance maior ainda, novela das 9h, e era protagonista jovem, contracenando com grandes atores. ‘Velho Chico’ foi um acontecimento. E anos depois, o ‘Dom’. Porque foi a chegada do streaming no Brasil.”

Preparação para personagens e o desafio de interpretar Ayrton Senna

Leone explicou que não tem um método único para se preparar para cada personagem. “Sempre sigo minha intuição. Gosto de estar aberto para os processos, para o novo.”

O ator também comentou sobre o trabalho em “Senna”, minissérie que retrata a vida do piloto. “A responsa de fazer esse cara... Desde o falecimento dele, não houve nenhum outro brasileiro que conseguiu ter quase essa unanimidade popular. O país amar e se ver representado numa figura. Até hoje é uma relevância, um cara que se tornou quase que símbolo de ser brasileiro.” Ele destacou a responsabilidade de apresentar essa história para novas gerações, incluindo ele mesmo, que nasceu em 1993, um ano antes da morte de Senna. “Processo dos mais intensos que vivi como ator.”

Sobre a abordagem da série, Leone afirmou que, independentemente de ser uma biografia, a partir do momento em que vira ficção, tem que ser bom e funcionar por si só. “Se você tira o nome do fulano de tal, esse filme tem que continuar a ser bom.” Ele ressaltou que não é simples chegar ao resultado final quando a obra é baseada em um artista falecido, pois há uma família envolvida.

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Trabalhos internacionais e bastidores de ‘Citadel’

Gabriel Leone falou sobre a possibilidade de atuar em produções internacionais, como a série “Citadel”. “É abrir portas e possibilidades de eu trabalhar com artistas que admiro e com isso aprender muito, aprender como ator.” Ele contou bastidores de seu encontro com o ator Stanley Tucci, que também integra a série. “Sem dar spoiler, meu personagem é meio antagonista. E ele está sob minha custódia. Então me divirto com ele. Ele está nas minhas mãos. Ele é super querido, super generoso. Mas um dia ele me perguntou: ‘Você é brasileiro mesmo, né?’. Perguntei por que e ele disse: ‘porque você gosta de tocar’. Eu ficava improvisando, pegava na careca dele, beijava...”, diverte-se o ator ao relembrar a história.

Força do cinema brasileiro

Leone também comentou sobre sua participação no filme “O Agente Secreto” e a atual fase do cinema brasileiro. “Quando li, tive a certeza que queria fazer esse filme”, afirmou. Ele se diz muito feliz por fazer parte desse momento e espera que o fortalecimento do cinema nacional seja crescente. “Talento, possibilidade e potência a gente tem.” No entanto, ele pondera: “Não quer dizer que todo ano a gente vai ser indicado ao Oscar. E a verdade é que isso não é o mais importante.”