O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem um novo check-up agendado para esta terça-feira, 26, marcando sua terceira visita ao médico em pouco mais de um ano. O exame, que ocorrerá no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed, reacendeu as especulações sobre a saúde e a capacidade mental do mandatário, que completará 80 anos em junho.
Histórico de consultas
Em abril de 2025, Trump passou por seu exame físico anual na mesma instituição. Em outubro, ele retornou para o que a Casa Branca chamou de “acompanhamento agendado”, o que gerou semanas de questionamentos sobre possíveis diagnósticos e procedimentos realizados. Somente três meses depois, as autoridades esclareceram que ele havia feito uma tomografia, descrita pelo médico Sean Barbabella como um exame preventivo “para descartar definitivamente quaisquer problemas cardiovasculares”.
Saúde como identidade política
A Casa Branca insiste que Trump está em “excelente saúde”, característica que o republicano adotou como parte de sua identidade política. Durante a campanha eleitoral de 2024, ele exaltou seu vigor, especialmente em comparação com o então presidente Joe Biden, vangloriando-se de seus resultados em testes cognitivos enquanto atacava o oponente chamando-o de “Joe Sonolento”. Agora, no entanto, Trump enfrenta as mesmas perguntas que atormentavam Biden: se ele está mental e fisicamente apto para o cargo.
Sinais físicos preocupantes
Além das consultas frequentes, Trump apareceu em eventos com hematomas nas mãos, o que chamou a atenção nas redes sociais. A Casa Branca justificou que a intensa rotina de apertos de mão e o uso diário de aspirina, que “afina o sangue”, seriam as causas. Médicos independentes questionaram, porém, por que os hematomas aparecem na mão esquerda, já que ele é destro.
Outro incidente foi o inchaço incomum nos tornozelos do presidente, observado durante a final do Mundial de Clubes da FIFA. A Casa Branca admitiu, em julho passado, que Trump desenvolveu insuficiência venosa crônica, uma doença leve relacionada à idade. Especialistas independentes acharam estranho que essa condição não foi mencionada no relatório médico de abril de 2025 e levantaram a possibilidade de um diagnóstico mais grave, como edema agudo, que pode levar a insuficiência cardíaca congestiva.
Opinião pública em queda
Pesquisas indicam que a confiança dos americanos na saúde de Trump está diminuindo. Um levantamento do Washington Post/ABC News/Ipsos, realizado em abril, mostrou que apenas 40% dos americanos acreditam que o presidente tem clareza mental suficiente para o cargo, uma queda em relação aos 47% registrados em setembro de 2025. Além disso, 44% disseram acreditar que ele tem a saúde física necessária, dez pontos percentuais a menos do que na pesquisa anterior.



