Pesquisa aponta baixa efetividade de fóruns de gênero criados por empresas para mulheres
Um levantamento realizado pela Nexus revela que apenas 17% dos fóruns de discussão estabelecidos por empresas para debater questões de gênero e masculinidade são considerados realmente efetivos pelas mulheres. A pesquisa, que entrevistou 1.534 profissionais, destaca uma lacuna significativa na comunicação corporativa sobre o tema.
Dados alarmantes sobre a percepção das mulheres
Do total de entrevistadas, 29% afirmam que os fóruns — incluindo comitês, rodas de conversa ou grupos de afinidade — não funcionam bem. Além disso, 46% relataram que suas empresas possuem espaços estruturados especificamente para essas discussões, enquanto 47% disseram não contar com esses ambientes em seus empregos, e 7% não souberam responder.
A pesquisa evidencia uma necessidade urgente de mudança, já que, somando as entrevistadas que consideram os fóruns pouco efetivos (29%) com as 38% que desejam que esses espaços existam, 67% da amostra sinaliza que as empresas precisam melhorar ou criar canais de diálogo sobre gênero.
Diferenças por faixa etária e cargo
Outros 9% das mulheres disseram que onde trabalham não há fóruns para discutir questões de gênero, mas pontuaram que não acham necessário ter. Esse número é duas vezes maior (18%) entre as mulheres com mais de 60 anos. Nessa faixa etária, apenas 3% das profissionais acham que os espaços funcionam bem, percentual bem menor do que a média geral, já baixa, de 17%.
No recorte por cargos, presidentes, vice-presidentes, CEOs e sócias são o grupo que menos considera que esses fóruns funcionam bem (12%). Em contraste, as especialistas e analistas são as que mais validam a funcionalidade dos locais destinados à discussão de gênero, com 21% dizendo que funcionam bem.
Metodologia e contexto da pesquisa
O levantamento foi conduzido entre os dias 06 e 22 de fevereiro de 2026, por meio online, com disparos para uma base de 25.000 mulheres cadastradas pela Todas Group. Todas as participantes são de grandes empresas e startups com operação no Brasil, reforçando a relevância do estudo para o mercado corporativo brasileiro.
Esses dados sublinham a importância de as empresas revisarem suas estratégias de inclusão e diálogo, buscando criar ambientes mais acolhedores e produtivos para as mulheres no local de trabalho.



