Rosamaria Murtinho critica voto obrigatório: 'É bem terceiro mundo mesmo'
A atriz Rosamaria Murtinho, aos 93 anos, é a convidada desta semana do programa da coluna GENTE, disponível no canal VEJA+ no YouTube, em plataformas de streaming como TV Samsung Plus, LG, TCL e Roku, e também em versão podcast no Spotify. Em uma conversa franca, a veterana da dramaturgia brasileira não poupou críticas ao sistema eleitoral, defendendo o fim da obrigatoriedade do voto.
Defesa do voto consciente
Interpretando a icônica designer e empresária americana Iris Apfel no espetáculo Uma Vida em Cores, em cartaz nos palcos cariocas, Rosamaria Murtinho destacou a importância da educação política. "A gente tem que aprender muita coisa para poder acertar um voto", afirmou ela, expressando preocupação com a tendência de eleitores votarem baseados apenas em nomes conhecidos, sem considerar propostas ou trabalho efetivo.
A atriz argumentou que a obrigatoriedade do voto pode levar a escolhas irresponsáveis, com pessoas votando "às vezes, sem a menor vontade de votar, em qualquer nome". Ela enfatizou que essa prática é perigosa para a democracia, pois compromete a qualidade da representação política.
Experiência pessoal e cidadania
Embora não precise mais votar por causa da idade, Rosamaria Murtinho faz questão de exercer sua cidadania ativamente. "Eu não me abstenho, não", declarou, ressaltando que sua crítica não é uma defesa da abstenção, mas sim uma busca por um sistema mais consciente e voluntário.
Ela descreveu a obrigatoriedade como algo "horrível" que a faz sentir-se tolhida, reforçando sua posição com a frase: "Obrigar você a votar? É bem terceiro mundo mesmo". A atriz acredita que um voto livre e informado seria mais benéfico para o país, incentivando a participação genuína em vez da mera conformidade com a lei.
Contexto cultural e político
A entrevista ocorre em um momento de debates acalorados sobre reformas eleitorais no Brasil, com discussões sobre temas como voto facultativo e educação política. Rosamaria Murtinho, com sua longa trajetória nas artes, traz uma perspectiva única, misturando insights culturais e preocupações sociais.
Seu espetáculo atual, Uma Vida em Cores, reflete sua conexão com figuras influentes como Iris Apfel, mas sua fala no programa GENTE mostra que ela também está engajada em questões políticas contemporâneas, usando sua voz para promover mudanças no sistema eleitoral.



