Peninha gera polêmica ao defender que evangélicos não deveriam ter direito ao voto
Peninha diz que evangélicos não deveriam votar e causa polêmica

Historiador Eduardo Bueno gera nova controvérsia com declaração sobre voto de evangélicos

O jornalista e historiador Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, protagonizou mais uma polêmica nas redes sociais ao publicar um vídeo no qual defende que evangélicos não deveriam ter direito ao voto. A declaração, feita com tom cômico em seu canal no YouTube, desencadeou uma forte reação de parlamentares e entidades religiosas, que acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) classificando as palavras do influenciador como discurso de ódio.

Conteúdo do vídeo e contexto da declaração

No vídeo intitulado "Com Mil Raios", Peninha utilizou um estilo humorístico para criticar uma manifestação organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Durante a gravação, o historiador questionou: "Evangélico tem que ficar no culto. Tem que ficar pastando junto com o pastor. Devia ser proibido evangélico votar, porque eles não votam para o pastor. Por que eles têm que votar para vereador, para deputado estadual etc?".

Esta não é a primeira vez que Eduardo Bueno se envolve em controvérsias. No ano passado, ele comemorou a morte do influenciador americano de direita Charlie Kirk, declarando que não se importava em ser cancelado por isso. Na ocasião, chegou a afirmar que "é terrível que um ativista seja morto por causa de suas ideias, exceto quando é Charlie Kirk". A declaração anterior resultou no seu afastamento do Conselho Editorial do Senado, cargo que ocupava desde 2023, por decisão do então presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Reação das entidades evangélicas e medidas tomadas

Mais de 70 entidades ligadas aos evangélicos enviaram um manifesto conjunto ao STF e ao TSE expressando perplexidade diante das declarações de Peninha. No documento, os autores argumentam que propostas de retirada de direitos civis de um grupo específico configuram discurso de ódio. Um trecho do texto afirma: "Quando se afirma que determinado grupo não deveria votar por causa de sua crença, ultrapassa-se campo legítimo da crítica e ingressa-se na deslegitimação da própria cidadania".

As organizações religiosas solicitaram ainda que os tribunais reafirmem publicamente as garantias institucionais ao exercício do voto, assegurando que não haja distinção baseada em crença, profissão ou fé. A mobilização busca não apenas condenar as palavras do historiador, mas também reforçar os princípios democráticos de igualdade e liberdade religiosa no país.

Impacto político e social da polêmica

A controvérsia envolvendo Eduardo Bueno destaca as tensões entre liberdade de expressão e discurso de ódio no ambiente digital. Autor de mais de vinte livros e com um canal dedicado a análises críticas sobre política, Peninha acumula uma história de declarações polêmicas que frequentemente geram debates acalorados nas redes sociais e no cenário político.

O caso evidencia como figuras públicas com grande alcance nas plataformas digitais podem influenciar discussões sobre direitos fundamentais, especialmente em um contexto eleitoral. A reação rápida e organizada das entidades evangélicas demonstra a sensibilidade do tema e a importância de salvaguardar os direitos de minorias religiosas dentro do sistema democrático brasileiro.