O Palmeiras manifestou a intenção de deixar a Libra, bloco de clubes formado para negociar coletivamente os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. A insatisfação do clube palmeirense decorre do acordo firmado entre a Libra e o Flamengo, que prevê o pagamento de R$ 150 milhões adicionais ao rubro-negro até o fim do contrato atual com a Globo, em 2029.
Acordo com Flamengo gera controvérsia
O acordo, que encerra uma disputa judicial que chegou a bloquear parte dos recursos provenientes da audiência, estipula quatro parcelas anuais de R$ 37,5 milhões para o Flamengo. O Palmeiras se opõe frontalmente a esse entendimento, considerando-o prejudicial aos demais clubes do bloco. A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, no entanto, sinalizou que pode aceitar o acordo se a maioria dos clubes da Libra assim desejar, visando não prejudicar as finanças das agremiações que dependem desses recursos.
Análise jurídica da saída
O departamento jurídico do Palmeiras está analisando os possíveis impactos de uma eventual saída da Libra em relação ao contrato vigente com a Globo, que se estende até 2029. Caso não sejam identificados prejuízos contratuais, o clube formalizará sua decisão de deixar o bloco. Vale destacar que a saída da Libra não implica, necessariamente, na migração para o bloco concorrente, o Futebol Forte União.
Críticas à atuação da Libra
Na visão da diretoria palmeirense, a Libra se desviou de seu propósito original, que era atuar como um caminho para a formação de uma liga única de clubes. Atualmente, o bloco se transformou, na prática, em um mero instrumento de negociação coletiva dos direitos de transmissão. Leila Pereira entende que, nesse cenário, não faz sentido o Palmeiras permanecer na Libra. A presidente esteve presente na primeira reunião convocada pela CBF para discutir a criação de uma liga única, considerada nos bastidores como o caminho mais viável para a reestruturação do Campeonato Brasileiro.
Nos bastidores, o Palmeiras reconhece a situação financeira delicada de alguns clubes da Libra e compreende que os recursos bloqueados são importantes para eles. Por isso, Leila adota um discurso de não querer prejudicar as demais agremiações, mesmo discordando dos termos do acordo com o Flamengo. A decisão final sobre a saída ou permanência na Libra ainda depende da conclusão da análise jurídica e da posição dos demais clubes do bloco.



