A prisão dos alvos da Operação Narco Fluxo teve uma nova reviravolta nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026. Horas após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinar a soltura de todos os investigados, incluindo os cantores de funk MC Ryan e MC Poze do Rodo, além de Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, a 5ª Vara Federal de Santos atendeu a um pedido da Polícia Federal e decretou a prisão preventiva dos suspeitos, mantendo-os atrás das grades.
Decisão do STJ e novo pedido da PF
Na manhã desta quinta-feira, o ministro Messod Azulay Neto, da 5ª Turma do STJ, anulou a prisão temporária de todos os detidos na operação. Ele concedeu liminar em habeas corpus impetrado por Diogo Santos de Almeida, conhecido como “Diogo 305”, influenciador baiano suspeito de integrar o esquema de lavagem de dinheiro. O ministro argumentou que a Justiça não poderia ter decretado 30 dias de prisão, já que a PF havia solicitado apenas cinco dias. “Evidenciada a flagrante ilegalidade da decisão que decretou a prisão temporária pelo prazo de trinta dias, especialmente porque a própria representação da autoridade policial limitou-se ao prazo de cinco dias, assiste razão à defesa, devendo a medida extrema ser restringida ao período por ela requerido, qual seja, cinco dias”, diz trecho da decisão.
Diante da decisão do STJ, a Polícia Federal de São Paulo fez um novo pedido, solicitando a prisão preventiva dos investigados por 30 dias. A movimentação foi confirmada pelo advogado Felipe Cassimiro. “A defesa tomou conhecimento, há pouquíssimo, da representação da Polícia Federal pela decretação de prisão preventiva, formulada apenas após a concessão de habeas corpus pelo STJ, que reconheceu a ilegalidade da prisão temporária”, declarou o defensor em suas redes sociais durante a tarde.
Novo pedido aceito e investigados permanecem presos
Esse novo pedido, feito após a decisão do STJ, foi aceito pela Justiça Federal ainda na tarde desta quinta-feira. Com isso, todos os 36 alvos da operação continuarão presos. Embora a ordem de soltura tenha sido comunicada no processo de origem, ela não chegou a ser cumprida, e os investigados não deixaram as prisões onde se encontram. A Operação Narco Fluxo investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo influenciadores e cantores de funk. A defesa dos investigados ainda não se manifestou oficialmente sobre a nova decisão.



