O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou, nesta quinta-feira (23), a autorização para a nomeação de mil candidatos aprovados no concurso público da Polícia Federal (PF) realizado em 2021. A medida amplia o número de contratações além das 1.500 vagas originalmente previstas no certame.
De acordo com o governo, a efetivação das nomeações é de responsabilidade da Direção-Geral da Polícia Federal e depende da existência de cargos vagos e da disponibilidade orçamentária. Na nova leva de convocações, estão previstas 705 vagas para o cargo de agente, 176 para escrivão, 61 para delegado, 38 para perito criminal e 20 para papiloscopista.
Contexto do concurso
Quando o concurso foi anunciado, em 2020, o então presidente Jair Bolsonaro prometeu 2 mil vagas imediatas. No entanto, a equipe econômica da PF alegou na época que o pedido inicial era de mil vagas e que as declarações estavam acima do necessário para reposição. Além disso, uma lei aprovada por iniciativa do ex-ministro da Economia Paulo Guedes proibia a abertura de novas vagas até o fim de 2021.
Após meses de negociação, Bolsonaro aceitou reduzir o número para 1.500 vagas. As outras 500 prometidas ficaram para um concurso em 2022, que acabou não sendo realizado. O concurso também foi adiado devido à pandemia: originalmente previsto para 21 de março de 2021, foi realizado em 23 de maio do mesmo ano. A banca organizadora foi a Cebraspe.
Impacto da autorização
A autorização do MGI representa uma oportunidade para os candidatos que estavam no cadastro de reserva. A Polícia Federal deverá avaliar a disponibilidade de cargos e o orçamento para efetivar as nomeações. A medida visa reforçar o efetivo da instituição, que enfrenta déficit de pessoal em diversas áreas.



