Moraes vota pela condenação de Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tábata Amaral
Moraes vota para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação

Ministro do STF vota pela condenação de Eduardo Bolsonaro por difamação contra deputada

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira, 17 de maio, para condenar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por difamação contra a deputada Tábata Amaral (PSB-SP). Moraes, que é o relator da ação penal em julgamento no plenário virtual do Supremo, entendeu que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser condenado a um ano de prisão em regime aberto.

Processo originado em postagem nas redes sociais

O processo foi movido contra Eduardo Bolsonaro após uma postagem nas redes sociais em 2021. Na ocasião, ele escreveu que o projeto de lei proposto pela parlamentar para garantir a distribuição gratuita de absorventes íntimos para a população teria o objetivo de atender interesses empresariais de “seu mentor-patrocinador Jorge Paulo Lemann”, acionista de uma companhia que fabrica produtos de higiene pessoal.

Ao votar pela condenação, Moraes afirmou que ficou configurada a difamação contra a deputada. “A divulgação realizada pelo réu revela o meio de ardil por ele empregado, cujo objetivo foi tão somente atingir a honra da autora, tanto na esfera pública, na condição de agente política, como em sua vida privada, uma vez que o alcance proporcionado pela Internet, como é sabido, é gigantesco e tem enorme poder de proliferação”, destacou o ministro em seu voto.

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Votação eletrônica segue aberta até 28 de abril

A votação eletrônica no plenário virtual do STF ficará aberta até o dia 28 de abril, e faltam os votos de nove ministros para concluir o julgamento. Durante a tramitação do processo, a defesa de Eduardo Bolsonaro argumentou que as declarações foram feitas no âmbito da imunidade parlamentar, mas essa alegação não foi aceita pelo relator.

O ex-deputado está nos Estados Unidos desde o ano passado e perdeu o mandato por acumular faltas às sessões da Câmara dos Deputados, o que complica sua situação jurídica. A condenação, se confirmada pelos demais ministros, pode ter implicações significativas para sua carreira política e legal.

Este caso destaca a crescente importância das redes sociais no debate público e os limites da liberdade de expressão, especialmente quando envolve figuras políticas. A decisão do STF pode estabelecer um precedente para ações semelhantes no futuro, reforçando a responsabilidade de agentes públicos em suas declarações online.

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