Marcos Pereira critica uso do STF na campanha e condiciona apoio a Flávio
Marcos Pereira critica uso do STF e condiciona apoio a Flávio

Em entrevista à Veja, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, criticou duramente o uso do Supremo Tribunal Federal (STF) como tema central da campanha eleitoral. Para ele, é lamentável que candidatos prometam o afastamento de ministros da Corte. Pereira defende harmonia entre os poderes e aponta que a judicialização da política, muitas vezes provocada pelos próprios partidos, abre margem para a politização do Judiciário.

Relação com o STF e a judicialização da política

Pereira, que é mestre e doutor em direito, afirmou que a autocontenção dos ministros do STF deve ser decidida internamente pela Corte. Ele reconhece excessos no Judiciário, mas atribui parte deles à inércia do Parlamento em exercer os freios e contrapesos. O deputado criticou a tendência de partidos, ao perderem na arena política, recorrerem ao STF para reverter decisões, o que gera desarmonia entre os poderes.

Peso evangélico e apoio a Flávio Bolsonaro

Como bispo licenciado da Igreja Universal, Pereira destacou o grande peso do eleitorado evangélico nas eleições, que desfavorece o presidente Lula devido à pauta conservadora. Ele afirmou que Lula não tem conseguido dialogar com esse segmento. Sobre a eleição presidencial, Pereira descartou apoio a Lula e sinalizou que o partido deve apoiar Flávio Bolsonaro, mas condicionou a aliança a gestos do senador, como o apoio a candidaturas do Republicanos em estados como Espírito Santo e Minas Gerais.

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Críticas à política econômica e planos futuros

O presidente do Republicanos criticou a política econômica do governo Lula, afirmando que o Estado não deve ser condutor, mas indutor do crescimento. Ele apontou que, além da reforma tributária, não houve mudanças relevantes no governo. Sobre o fim da escala 6×1, após polêmica, Pereira afirmou que votará a favor, mas ressaltou as dificuldades para micro e pequenas empresas. Quanto a Tarcísio de Freitas, elogiou sua gestão e afirmou que o projeto imediato é sua reeleição, deixando para 2030 uma possível candidatura presidencial.

Atuação no Congresso e investigações

Pereira elogiou a atuação do presidente da Câmara, Hugo Motta, também do Republicanos, e disse que o Congresso tem cumprido seu papel em relação a escândalos como o do INSS e Banco Master, com investigações a cargo do Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal.

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