Toffoli nega amizade com Vorcaro e explica relação com resort Tayaya em nota oficial
Toffoli nega amizade com Vorcaro e explica relação com resort

Ministro do STF esclarece vínculos empresariais e nega relações pessoais com investigado

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nota oficial nesta quarta-feira para explicar detalhadamente seus negócios relacionados ao resort Tayaya e negar categoricamente qualquer amizade com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ou ter recebido dinheiro diretamente dele. O comunicado foi emitido em resposta a questionamentos públicos sobre suas atividades empresariais.

Empresa familiar e conformidade legal

Segundo a nota, Toffoli integrava o quadro societário da Maridt, descrita como uma "empresa familiar" constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado, conforme previsto na Lei 6.404/76. O ministro enfatizou que essa participação foi encerrada por meio de operações sucessivas, incluindo a venda de cotas ao Fundo Arllen em setembro de 2021 e a alienação do saldo remanescente à PHD Holding em fevereiro de 2025.

Todos os atos e informações da Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição, ressaltou o texto. A nota também citou o artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, que permite a magistrados integrar quadros societários de empresas e receber dividendos, desde que não pratiquem atos de gestão como administradores.

Negação de relações pessoais e financeiras

Sobre as alegações de proximidade com Vorcaro, o ministro foi enfático: "O ministro jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro". Além disso, Toffoli esclareceu que desconhece o gestor do Fundo Arllen e que nunca recebeu qualquer valor de Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel.

A nota destacou que a ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída a Toffoli apenas em novembro de 2025, quando a Maridt já não fazia parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro há muito tempo. Isso reforça a alegação de que não houve conflito de interesses nas decisões judiciais relacionadas.

Contexto e implicações

Este esclarecimento ocorre em um momento de intenso escrutínio público sobre as atividades extrajudiciais de membros do STF, especialmente em casos que envolvem figuras empresariais investigadas. A transparência nas declarações à Receita Federal e a conformidade com a legislação são pontos centrais na defesa apresentada por Toffoli.

O caso ressalta a importância da separação entre vida pessoal, empresarial e judicial para magistrados, assegurando a integridade das instituições. A nota busca dissipar dúvidas e reforçar que todas as transações foram realizadas dentro do valor de mercado e em total acordo com a lei.