Novo sistema biométrico da UE entra em vigor e já causa filas em fronteiras europeias
UE implementa sistema biométrico que já causa filas em fronteiras

Novo sistema biométrico da UE entra em vigor e já causa filas em fronteiras europeias

A União Europeia implementou de forma completa nesta sexta-feira, 10 de abril de 2026, o novo Sistema de Entrada/Saída (EES), que substitui o carimbo tradicional de passaporte por registro digital de dados biométricos. A medida abrange os 29 países do espaço Schengen e tem como objetivo principal reforçar a segurança e modernizar o monitoramento de viajantes provenientes de fora do bloco europeu.

Como funciona o sistema biométrico europeu

Na prática, o EES exige que cidadãos de países não pertencentes à União Europeia forneçam impressões digitais e uma fotografia facial durante seu primeiro controle de fronteira após a implementação. Esses dados ficarão armazenados por até três anos e serão reutilizados automaticamente nas viagens subsequentes, com exceção de crianças menores de 12 anos, que estão isentas do fornecimento de impressões digitais.

O registro pode ser realizado tanto por agentes de fronteira quanto em quiosques de autoatendimento instalados em aeroportos, portos e estações internacionais. Em algumas rotas específicas, como as que conectam o Reino Unido ao continente europeu através do trem Eurostar, balsas ou Eurotúnel, o processo pode ocorrer ainda antes do embarque, em território britânico.

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Impacto imediato: filas e atrasos significativos

Apesar das intenções de modernização, a implementação do sistema já está causando transtornos consideráveis em diversos pontos de entrada europeus. No aeroporto de Pisa, na Itália, passageiros que chegaram de Glasgow relataram esperas de até cinco horas para passar pelo controle de fronteira. Situação similar ocorreu em Genebra, destino popular para esquiadores, onde foram registrados atrasos significativos no início deste ano.

Especialistas do setor de turismo e aviação alertam que os minutos extras necessários para o registro biométrico podem criar gargalos operacionais, especialmente durante períodos de alta demanda como férias escolares e feriados prolongados. A situação é agravada pelo fato de que nem todos os aeroportos europeus ativaram o sistema simultaneamente – cidades como Milão e Lisboa, por exemplo, ainda não operam o EES de forma plena.

Flexibilidade temporária e próximos passos

Para mitigar os impactos negativos, a Comissão Europeia autorizou certa flexibilidade temporária no uso do sistema durante momentos críticos, permitindo ajustes operacionais enquanto a implementação avança gradualmente. Esta abordagem visa equilibrar os objetivos de segurança com a necessidade de manter a fluidez nas fronteiras.

O EES servirá como base para outro mecanismo previsto para entrar em vigor no final de 2026: o Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS). Este sistema exigirá que viajantes de países isentos de visto preencham um cadastro online antes de embarcar para a Europa e paguem uma taxa, com validade de até três anos – modelo semelhante ao adotado pelos Estados Unidos.

Segundo autoridades europeias, o conjunto dessas mudanças tem como objetivos tornar o controle migratório mais eficiente, reduzir fraudes documentais e combater a permanência irregular de visitantes no território do bloco. No entanto, o desafio imediato será gerenciar as expectativas dos viajantes e minimizar os transtornos durante o período de adaptação ao novo sistema.

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