Vídeo Racista de Trump Contra Obamas Gera Repúdio e Críticas nos Estados Unidos
O perfil oficial de Donald Trump em uma rede social publicou um vídeo considerado racista, que retrata o ex-presidente americano Barack Obama e sua esposa, Michelle Obama, como macacos. A publicação, realizada na quinta-feira (5), provocou um forte repúdio e uma onda de condenações nos Estados Unidos, envolvendo figuras políticas de ambos os partidos.
Detalhes da Publicação e Reações Imediatas
As imagens foram publicadas às 20h44 em Washington, quando a conta oficial do presidente repostou o vídeo de um site de extrema direita. O conteúdo divulgava a tese falsa de fraude nas eleições de 2020, ano em que Trump perdeu a presidência para o democrata Joe Biden. Lideranças do Partido Democrata foram rápidas em condenar o vídeo.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, da oposição democrata, classificou a postagem como um comportamento repugnante e convocou os republicanos a se posicionarem contra o material. A governadora de Nova York, Kathy Hochul, também da oposição, chamou a publicação de uma demonstração nojenta de racismo e afirmou que qualquer negação seria uma mentira, destacando que Trump sabia exatamente o que estava fazendo.
Posicionamentos de Líderes Políticos
O líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, descreveu o vídeo como racista, vil e horrendo, alertando para os perigos que tal conteúdo representa para o país e questionando o silêncio dos senadores republicanos. Do lado republicano, Tim Scott, aliado de Trump e o único senador negro do partido, se posicionou firmemente, afirmando que era a coisa mais racista que já tinha visto sair desse governo e pedindo a remoção do vídeo.
Outros republicanos, como o senador Roger Wicker, disseram que o vídeo era totalmente inaceitável, e o senador Pete Ricketts destacou que qualquer pessoa razoável enxergaria o contexto racista. No entanto, as principais lideranças do partido de Trump mantiveram-se em silêncio inicialmente.
Resposta da Casa Branca e Histórico de Controvérsias
Pela manhã, a porta-voz do presidente, Karoline Leavitt, classificou as reações como indignação falsa, argumentando que se tratava apenas de um vídeo viral inspirado em desenho animado. Horas depois, sob intensas críticas, a Casa Branca deletou a publicação, alegando que um funcionário havia postado o vídeo erroneamente. Donald Trump não se manifestou pessoalmente sobre o caso.
Essa não é a primeira vez que o presidente ofende rivais com alegações racistas e discriminatórias. Ele já propagou a informação falsa de que Barack Obama teria nascido no Quênia, questionando sua cidadania americana, apesar de Obama ter nascido no Havaí. Em 2017, durante um protesto de supremacistas brancos, Trump afirmou que havia culpa e pessoas boas dos dois lados, minimizando a violência racial.
Na última campanha presidencial, ele acusou a rival Kamala Harris de se identificar como negra para obter ganhos políticos e, recentemente, referiu-se a imigrantes da Somália de forma depreciativa. Até o momento, nem Barack Obama nem Michelle se pronunciaram sobre o vídeo racista publicado na quinta-feira à noite.