Governo Trump processa Harvard por obstruir investigação sobre critérios raciais
Trump processa Harvard por obstruir investigação racial

Governo Trump processa Harvard por obstruir investigação sobre critérios raciais

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou nesta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, com uma nova ação judicial contra a Universidade Harvard. A ação acusa a prestigiada instituição de não colaborar adequadamente com uma investigação federal sobre possíveis critérios raciais em seu processo de admissão de estudantes.

Detalhes do processo judicial

A ação foi apresentada pelo Departamento de Justiça em um tribunal federal de Boston e busca obrigar a universidade a fornecer documentos e dados solicitados pelo governo federal. O objetivo é avaliar se Harvard descumpriu a decisão histórica da Suprema Corte de 2023, que declarou inconstitucionais programas de admissão universitária que considerem raça como critério explícito.

Esta ofensiva judicial ocorre menos de duas semanas depois de Trump ter dobrado a aposta contra a universidade, exigindo uma indenização de 1 bilhão de dólares para encerrar investigações envolvendo políticas internas e alegações de falhas no combate ao antissemitismo no campus universitário.

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Contexto do conflito institucional

A disputa com Harvard tornou-se um dos símbolos mais marcantes da agenda cultural e educacional de Trump em seu novo mandato presidencial. Desde abril do ano passado, a relação entre a Casa Branca e a universidade se deteriorou rapidamente e de maneira significativa.

O governo federal acusa a instituição — e outras universidades de elite dos Estados Unidos — de promover o que chama de "ideologia woke" e de não proteger adequadamente estudantes judeus durante os protestos pró-Palestina que ocorreram em 2024 em diversos campi universitários.

Consequências financeiras e acadêmicas

Após a universidade se recusar a atender uma série de exigências do governo, alegando violação da liberdade acadêmica, a administração Trump congelou aproximadamente 2 bilhões de dólares em repasses federais e passou a ameaçar um corte definitivo do financiamento público.

Harvard reagiu judicialmente contra a suspensão dos recursos e acusa o governo federal de promover uma campanha sistemática de pressão política sobre instituições de ensino superior, o que representaria uma interferência indevida na autonomia universitária.

Base legal da investigação

O novo processo está ancorado na decisão da Suprema Corte que, em 2023, declarou inconstitucionais políticas de ação afirmativa baseadas explicitamente em raça nos processos de admissão universitária. A sentença histórica obrigou universidades em todo o país a reformular completamente seus critérios de seleção de estudantes.

O governo sustenta que precisa analisar documentos internos detalhados para verificar se Harvard adaptou efetivamente seus procedimentos à nova jurisprudência estabelecida pela mais alta corte do país. A universidade, por sua vez, afirma estar colaborando "de boa-fé" com todas as solicitações governamentais.

Posicionamento da universidade

Em nota oficial divulgada à imprensa, um porta-voz de Harvard declarou que a instituição continuará a se defender vigorosamente contra o que classificou como "ações retaliatórias" iniciadas porque a universidade se recusou a abrir mão de sua independência institucional e de seus direitos constitucionais.

O representante da universidade enfatizou que Harvard considera estas ações como uma interferência indevida do governo federal na autonomia das instituições de ensino superior, estabelecendo um precedente perigoso para a educação no país.

Desdobramentos futuros

Até o momento, não há previsão oficial de audiência inicial no processo judicial recém-apresentado. A ação aprofunda significativamente o embate político e institucional entre a administração Trump e algumas das universidades mais prestigiadas dos Estados Unidos.

Muitas instituições acadêmicas de elite acusam a Casa Branca de usar investigações regulatórias como instrumento de pressão política, criando um clima de tensão entre o poder executivo federal e o setor educacional do país.

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