Trump prevê queda iminente de Cuba e ameaça intensificar pressão dos EUA
Trump prevê queda de Cuba e ameaça intensificar pressão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração impactante nesta sexta-feira, 6 de março de 2026, ao afirmar que Cuba "vai cair muito em breve". A afirmação foi realizada durante uma entrevista por telefone à emissora CNN, onde o mandatário americano abordou diversos temas de política externa.

Declaração surpreendente durante entrevista

Durante a conversa com a CNN, Trump inicialmente elogiava o desempenho militar americano na guerra contra o Irã, classificando-o como "melhor do que qualquer um poderia imaginar". No entanto, sem ser questionado especificamente sobre o assunto, o presidente mudou abruptamente de tema e mencionou a situação em Cuba.

"Cuba também vai cair. Eles querem muito fazer um acordo", declarou Trump durante a entrevista. O republicano acrescentou que o governo americano acompanha de perto a situação no país caribenho e não descarta intensificar sua atuação na região.

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Contexto de crise energética

As declarações de Trump ocorrem em um momento particularmente delicado para a economia cubana, que enfrenta uma grave crise energética nos últimos meses. A escassez de combustível se intensificou significativamente após a ofensiva americana contra a Venezuela em janeiro de 2026.

Essa ação reduziu drasticamente os embarques de petróleo enviados à ilha por Nicolás Maduro, aliado histórico de Havana. Posteriormente, Trump ameaçou impor tarifas a países que continuassem fornecendo petróleo a Cuba, aumentando ainda mais o isolamento energético da nação caribenha.

Consequências da crise energética

Com menos combustível disponível, uma parte significativa de Cuba enfrenta atualmente:

  • Apagões frequentes em diversas regiões do país
  • Dificuldades para manter serviços básicos em funcionamento
  • Restrições no fornecimento de energia para residências e empresas
  • Impactos severos na economia já fragilizada da ilha

Posicionamento estratégico americano

Trump revelou que pretende colocar o secretário de Estado, Marco Rubio, à frente das tratativas envolvendo Cuba. "Temos muito tempo, mas Cuba está pronta — depois de 50 anos", afirmou o presidente, referindo-se às décadas de regime comunista na ilha.

Esta não é a primeira vez que Trump menciona possíveis mudanças em Cuba. Dias antes desta entrevista, o presidente já havia sugerido na Casa Branca que Cuba estaria interessada em "fazer um acordo" com os Estados Unidos.

Deterioração das relações bilaterais

O cenário atual ocorre em meio à evidente deterioração das relações entre Washington e Havana desde que Trump retornou à presidência. Nos últimos dias, o republicano voltou a levantar a hipótese de uma possível "tomada amigável" de Cuba, embora não tenha detalhado que tipo de ação poderia ser adotada.

Em declarações anteriores, Trump afirmou que a questão cubana estaria sendo tratada em "nível muito alto" pelo governo americano, indicando a prioridade que o tema recebe na atual administração.

Resposta do governo cubano

Do lado cubano, o presidente Miguel Díaz-Canel tem acusado consistentemente os Estados Unidos de tentar sufocar a economia da ilha por meio de sanções e restrições energéticas. O governo de Havana afirma categoricamente que as medidas americanas contribuem diretamente para:

  1. O agravamento da escassez de combustível
  2. Os apagões frequentes que atingem o país
  3. As dificuldades econômicas enfrentadas pela população
  4. O isolamento internacional da nação caribenha

A situação permanece tensa entre os dois países, com Trump demonstrando confiança em uma mudança iminente no regime cubano, enquanto Havana resiste às pressões externas e busca alternativas para superar a crise energética que assola a ilha.

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