Trump Prioriza Impedir Armas Nucleares do Irã em Detrimento do Controle do Petróleo
Trump: Impedir armas nucleares do Irã é mais crucial que petróleo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração impactante nesta quinta-feira, colocando a segurança global acima dos interesses econômicos imediatos. Em uma postagem em sua plataforma Truth Social, Trump afirmou que impedir o Irã de obter armas nucleares é uma prioridade mais alta do que controlar os preços do petróleo, mesmo com a cotação do barril ultrapassando a marca de US$ 100.

Uma questão de segurança global versus ganhos financeiros

"Os Estados Unidos são, de longe, o maior produtor de petróleo do mundo, então, quando os preços do petróleo sobem, ganhamos muito dinheiro", reconheceu Trump. No entanto, ele foi enfático ao acrescentar: "MAS, para mim, como presidente, é de interesse e importância muito maiores impedir que um império do mal, o Irã, obtenha armas nucleares e destrua o Oriente Médio e, inclusive, o mundo".

O contexto do conflito e as oscilações nas declarações

As declarações de Trump ocorrem em um momento de grande tensão internacional, com um conflito iniciado em 28 de fevereiro por forças dos Estados Unidos e de Israel. Os grandes bombardeios resultaram na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e de boa parte da cúpula governamental do país.

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O presidente americano tem oscilado em suas falas sobre a situação. No início da semana, ele se referiu à ofensiva como uma "excursão curta", mas posteriormente declarou a seus seguidores que sua obrigação é "terminar o trabalho" que foi iniciado.

O nervosismo global e o Estreito de Ormuz

O conflito provoca apreensão em todo o planeta devido à importância estratégica do Estreito de Ormuz, por onde trafega quase 20% do petróleo mundial. Teerã já atacou vários petroleiros na região, e há relatos de que o Irã pode ter começado a instalar minas na área, apesar dos ataques americanos.

Segundo Trump, os Estados Unidos atingiram pelo menos 28 navios de instalação de minas da Marinha iraniana. Enquanto isso, o novo líder supremo do Irã anunciou ataques a bases militares dos EUA e afirmou que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado.

Capacidades militares focadas no Irã

O secretário de Energia americano, Chris Wright, revelou ao canal CNBC que as Forças Armadas dos Estados Unidos "não estão preparadas" atualmente para escoltar petroleiros através do estratégico estreito. A razão? Todos os recursos militares estão mobilizados para atacar o Irã.

"Vai acontecer relativamente em breve, mas não pode acontecer agora. Simplesmente não estamos preparados", explicou Wright. "Neste momento, todos os nossos recursos militares estão focados em destruir as capacidades de ataque do Irã e da indústria manufatureira que abastece as capacidades ofensivas".

O secretário acrescentou que é "bastante provável" que as operações de escolta aconteçam no fim deste mês, indicando uma possível mudança na estratégia militar americana nas próximas semanas.

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