Trump afirma estar dando 'surra' no Irã e alerta para 'grande onda' de ataques
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista por telefone à CNN nesta segunda-feira (3) que está dando "uma surra" no Irã. No entanto, ele alertou que uma "grande onda" de ataques ainda está por vir, segundo informações da emissora americana.
Postura diferente e declarações contundentes
A entrevista, que durou nove minutos, revelou uma postura distinta de Trump em comparação com ações anteriores, como quando atacou a Venezuela e capturou o ditador Nicolás Maduro. Naquela ocasião, ele convocou jornalistas em poucas horas, mas agora tem evitado aparições públicas, preferindo conversas com diversos veículos de comunicação sobre as ações no Oriente Médio.
"Eu acho que está indo muito bem. É algo muito poderoso e nós temos os melhores militares do mundo e estamos usando eles", declarou Trump, demonstrando confiança nas operações militares.
Preocupação com duração e críticas internas
Assim como em entrevistas anteriores, o presidente voltou a afirmar que não pretende que os ataques durem por muito tempo. "Não quero ver isso durando muito tempo. Sempre achei que duraria quatro semanas e estamos à frente do planejado", disse ele.
Embora sua base de aliados tenha se mostrado favorável aos ataques, Trump já enfrenta críticas de republicanos que temem que esta seja mais uma "guerra sem fim" promovida pelos EUA. Esses críticos alertam para os custos elevados aos cofres públicos e o risco de mortes de militares. Até o momento, quatro americanos perderam a vida.
Retaliação iraniana e surpresa de Trump
Questionado sobre se os EUA estão fazendo algo além do ataque militar para ajudar o povo iraniano a retomar o país do regime, Trump respondeu afirmativamente. O governo republicano alega ter prometido e cumprido ajuda ao Irã, transferindo agora a responsabilidade para os próprios iranianos assumirem o controle. "Por enquanto, queremos que todos fiquem dentro de casa. Não está seguro lá fora", orientou o presidente.
A retaliação do Irã no Oriente Médio, que atingiu bases americanas e países como Bahrein, Jordânia, Kuwait, Qatar e Emirados Árabes Unidos, foi a maior surpresa para Trump até agora. "Eles atiraram em um hotel, em um edifício residencial. Isso fez com que eles ficassem com raiva", comentou ele, acrescentando: "Agora eles querem lutar e estão lutando de forma bastante agressiva. Eles iam ter um envolvimento baixo e agora insistem em se envolver".
Possível envio de mais tropas e declarações do secretário de Defesa
Em conversa com o NY Post, Trump não descartou o envio de mais militares ao Oriente Médio. "Eu não fico com medo de enviar tropas terrestres - tipo, como todo presidente diz, 'Não haverá tropas no solo.' Eu não digo isso", afirmou. "Eu digo 'provavelmente não precisamos delas', ou 'se elas fossem necessárias'".
Na manhã desta segunda-feira, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, reafirmou que os EUA vão continuar com os ataques. Usando o slogan "America First" (América em Primeiro Lugar), ele justificou que qualquer um que ameaçar o país será morto. "Se vocês matarem americanos, se ameaçarem americanos em qualquer lugar da Terra, nós vamos caçá-los sem pedir desculpas e sem hesitação, e vamos matá-los", declarou Hegseth.
Ataque a refinaria na Arábia Saudita
Em desenvolvimento paralelo, a refinaria de petróleo de Ras Tanura, na Arábia Saudita, foi alvo de um ataque de drones iranianos, conforme anunciou o Ministério da Defesa do reino. As autoridades sauditas afirmaram ter abatido as aeronaves que se aproximavam, destacando a escalada de tensões na região.
