Trump atribui morte de americano em operação do ICE a 'caos' democrático em Minneapolis
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsabilizou publicamente a liderança democrata pelas mortes de dois cidadãos americanos durante operações federais de imigração em Minneapolis. Em um post na plataforma Truth Social, neste domingo (25), Trump afirmou que as vítimas perderam a vida devido ao que chamou de caos provocado pelos democratas.
Contexto político e acusações de Trump
Em sua publicação, o presidente norte-americano destacou que, sob o governo do ex-presidente Joe Biden, dezenas de milhares de imigrantes ilegais entraram no país, incluindo indivíduos condenados por crimes graves como assassinato e terrorismo. Trump contrastou essa situação com operações de deportação que, segundo ele, ocorrem de forma pacífica em estados republicanos como Flórida e Georgia, onde a polícia local colabora com o ICE.
Ele acusou os estados controlados por democratas de encorajarem manifestações e se recusarem a trabalhar em parceria com o serviço de imigração. No sábado (24), Trump já havia defendido os agentes federais, divulgando imagens de uma arma apreendida e criticando o governador e o prefeito de Minneapolis por incitar insurreição.
Detalhes do caso de Alex Pretti
Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, foi morto durante uma operação do ICE em Minneapolis no sábado (24). Cidadão americano e enfermeiro de UTI em um hospital vinculado ao Departamento de Assuntos de Veteranos, Pretti participava de protestos contra as políticas migratórias de Trump. Familiares e vizinhos o descreveram como uma pessoa tranquila, solidária e engajada em causas sociais.
Autoridades afirmaram inicialmente que Pretti estava armado, sacou a arma e colocou os agentes em risco, levando a um tiro em legítima defesa. Integrantes do governo chegaram a associar o caso a atos de terrorismo doméstico. No entanto, essa narrativa foi contestada após a divulgação de vídeos de testemunhas, que não mostram Pretti sacando a arma ou ameaçando os agentes, nem indicam que os agentes soubessem que ele estava armado, embora ele tivesse autorização legal para portar a arma.
Reações e protestos em Minneapolis
A morte de Pretti gerou protestos imediatos em Minneapolis, mesmo com temperaturas chegando a –6°C. Manifestantes entraram em confronto com agentes federais, que usaram spray de pimenta, gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral. A Guarda Nacional de Minnesota foi acionada para auxiliar a polícia local.
Este é o segundo caso fatal envolvendo operações de imigração em Minneapolis em menos de um mês, após a morte de Renee Good em 7 de janeiro. A situação reflete tensões crescentes sobre políticas de imigração e segurança nos Estados Unidos.