Trump busca ativamente mudança de regime em Cuba, revela Wall Street Journal
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está "ativamente buscando" uma mudança de regime em Cuba, de acordo com uma reportagem exclusiva publicada pelo renomado jornal Wall Street Journal nesta quarta-feira (21). A informação, que tem gerado repercussão internacional, aponta para uma estratégia agressiva da administração republicana em relação ao governo comunista da ilha caribenha.
Estratégia americana para derrubar o regime comunista
Segundo a publicação, a administração de Trump procura pessoas influentes em Havana para fechar um acordo que possa resultar na derrubada do regime comunista até o final deste ano. O governo dos Estados Unidos realizou uma avaliação minuciosa da situação cubana e concluiu que a economia do país se encontra à beira de um colapso.
As autoridades americanas afirmam que o regime cubano nunca esteve tão vulnerável, especialmente após perder um aliado estratégico fundamental: o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Essa perda de apoio regional é vista como uma oportunidade histórica para pressionar por mudanças políticas em Cuba.
Declarações públicas e posicionamento oficial
Em uma publicação nas redes sociais no dia 11 de janeiro, o presidente Trump foi direto em seu recado: "Sugiro fortemente que eles façam um acordo. ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS". No mesmo texto, o republicano deixou claro que "NENHUM PETRÓLEO OU DINHEIRO" seria enviado a Cuba, reforçando as sanções econômicas contra o país.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos, em comunicado encaminhado ao Wall Street Journal, declarou que é fundamental para a segurança nacional americana que Cuba seja administrada por um governo democrático. A nota oficial enfatizou a necessidade de impedir a presença de serviços militares e de inteligência de países adversários no território cubano.
Contexto regional e exemplos recentes
Embora não exista um plano concreto para derrubar o governo comunista que está no poder há quase 70 anos, autoridades americanas veem a captura de Nicolás Maduro como um exemplo significativo. O ataque de grande escala realizado pelo exército dos EUA contra a Venezuela no dia 3 de janeiro, que resultou na captura de Maduro, serve tanto como modelo quanto como alerta para Havana.
Após a invasão venezuelana, Trump apoiou a presidente interina Delcy Rodríguez, que era vice-presidente de Maduro e cooperou com as autoridades americanas. Esse episódio demonstra a disposição da administração Trump em intervir diretamente em governos considerados adversários na região.
Repercussões e mortes na ofensiva venezuelana
Na época do ataque à Venezuela, Havana informou que 32 cidadãos cubanos morreram durante a ofensiva militar. Essa tragédia humanitária aumentou as tensões entre Cuba e os Estados Unidos, alimentando ainda mais o desejo do governo americano por uma mudança de regime na ilha.
As concessões feitas pelos aliados de Maduro após sua captura são analisadas cuidadosamente por autoridades americanas, que as consideram um precedente importante para possíveis negociações com figuras influentes em Cuba. A estratégia parece envolver tanto pressão econômica quanto diplomática, aproveitando a fragilidade momentânea do regime cubano.