Sergipanos retornam ao Brasil após cancelamento de voos devido a conflito no Oriente Médio
Sergipanos retornam ao Brasil após conflito no Oriente Médio

Sergipanos retornam ao Brasil após cancelamento de voos devido a conflito no Oriente Médio

Um grupo de 19 pessoas, originárias do estado de Sergipe, que estavam hospedadas em um hotel em Dubai, retornaram ao Brasil neste domingo (8). O retorno ocorreu após o cancelamento de voos, consequência dos ataques do Irã em retaliação às ofensivas dos Estados Unidos e Israel na região. Os sergipanos devem chegar em Sergipe ainda na manhã desta segunda-feira (9), encerrando uma situação de incerteza que os manteve no exterior.

Detalhes da viagem de retorno

O professor Luiz Carlos, que integrava o grupo, forneceu informações sobre a jornada. Ele explicou que a partida de Dubai ocorreu no domingo, às 09h15, com a aterrissagem em Guarulhos, São Paulo, por volta das 17h20 do mesmo dia. "Estamos todos fisicamente bem, o voo foi muito tranquilo, principalmente quando saímos definitivamente da zona de guerra", afirmou Luiz Carlos, destacando o alívio ao deixar a área afetada pelo conflito.

Mais retornos estão previstos

Ainda nesta segunda-feira (9), mais três pessoas de Sergipe que permanecem em Dubai devem embarcar para o Brasil. Na terça-feira, está prevista a chegada de mais dez indivíduos, completando o retorno gradual do grupo. Inicialmente, o contingente total era de 36 sergipanos que viajaram para Dubai. Na última quinta-feira, três pessoas já haviam retornado, seguidas por mais uma no sábado, restando atualmente 13 pessoas no destino.

Contexto do conflito e impacto no grupo

O cenário que levou ao cancelamento dos voos remonta ao dia 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra território israelense e bases militares norte-americanas no Oriente Médio, com explosões registradas em Teerã e outras cidades iranianas. O grupo de sergipanos havia chegado a Dubai apenas um dia antes desses eventos, ficando presos devido às interrupções no tráfego aéreo.

A situação destacou os riscos e desafios enfrentados por turistas em meio a tensões internacionais, com muitos dependendo de realocações e ajustes de itinerário. As autoridades e companhias aéreas têm trabalhado para normalizar as operações, mas a volatilidade na região continua a afetar viagens.