PT condena ataque ao Irã e Flávio Bolsonaro acusa Lula de estar 'do lado errado' do conflito
PT condena ataque ao Irã; Flávio Bolsonaro critica Lula

PT condena ataque ao Irã e Flávio Bolsonaro acusa Lula de estar 'do lado errado' do conflito

O Partido dos Trabalhadores (PT) emitiu uma nota oficial neste sábado, 28 de fevereiro de 2026, condenando veementemente o ataque militar conjunto realizado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. O partido classificou a ação como uma "operação preventiva" baseada em "falsas justificativas" apresentadas pelo governo americano, que alega impedir o desenvolvimento de armas nucleares iranianas.

Posicionamento do PT sobre o conflito internacional

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o PT destacou que o ataque ocorreu em meio a tratativas diplomáticas que estavam em andamento entre as nações envolvidas. O partido fez um apelo direto "às partes envolvidas para que respeitem o direito internacional, evitem a escalada das tensões e garantam a proteção de civis e da infraestrutura civil".

O texto continua enfatizando a necessidade de ação coordenada da comunidade internacional: "Fazemos um chamado à comunidade internacional para trabalhar de forma unida e multilateral em direção à contenção de mais um conflito bélico que pode ter consequências imprevisíveis". O partido argumenta que a ação militar representa um risco significativo para a estabilidade regional e global.

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Críticas de Flávio Bolsonaro ao governo Lula

Pouco depois da publicação da nota do PT, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou sua conta no X para criticar duramente o posicionamento do governo brasileiro sobre o conflito. O parlamentar, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato à Presidência da República, acusou o governo Lula de apoiar Teerã e se colocar "do lado errado de um conflito grave e ignorar a natureza objetiva do regime que está defendendo".

Em sua publicação, Flávio Bolsonaro escreveu: "Neutralidade não é sinônimo de complacência, e contenção não pode significar apoio indireto a regimes que promovem terror, desestabilização e sofrimento". O senador caracterizou o governo iraniano como "um governo que financia e apoia organizações terroristas, que grita publicamente 'morte à América', que defende abertamente 'varrer Israel do mapa' e que mantém um programa nuclear notoriamente para fins militares".

Posicionamento oficial do governo brasileiro

Enquanto o presidente Lula ainda não se pronunciou diretamente sobre o conflito durante sua viagem a Juiz de Fora, o governo brasileiro emitiu um comunicado oficial através do Itamaraty condenando o ataque e posicionando-se a favor da solução diplomática. O texto afirma: "Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região".

Manifestação de Gleisi Hoffmann

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também se manifestou sobre o conflito através de suas redes sociais. Em publicação no X, ela escreveu: "O ataque de Trump e Netanyahu ao Irã é uma ameaça à paz e à estabilidade no mundo. Nada justifica a ofensiva militar contra populações civis, principalmente quando havia negociações diplomáticas em curso. É mais um ataque irresponsável e autoritário que merece condenação e repúdio".

Contexto político no Senado Federal

As declarações ocorreram em um dia de atividades no Senado Federal, onde o plenário realizava sessão deliberativa ordinária. Na pauta estava o PL 1.087/2025, que propõe alterações nas leis tributárias para instituir redução do imposto sobre a renda e tributação mínima para pessoas físicas com altas rendas. Foi durante os debates nesta sessão que o senador Flávio Bolsonaro fez suas declarações sobre o conflito internacional a partir da tribuna do Senado.

O posicionamento divergente entre o PT e figuras da oposição sobre o ataque ao Irã reflete as diferentes visões sobre política externa que marcam o cenário político brasileiro atual, com implicações tanto no debate doméstico quanto nas relações internacionais do país.

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