Plano Militar Ousado dos EUA Visa Recuperar Urânio Enriquecido do Irã
Os militares americanos elaboraram um plano ambicioso e teórico para retirar do Irã o urânio enriquecido escondido ou soterrado, apresentando a proposta ao ex-presidente Donald Trump. A operação, que segue o sucesso do resgate de um tripulante de F-15 após 36 horas, envolveria um número não revelado de tropas em terra, equipamentos pesados como escavadeiras e até a construção de uma pista de pouso para aeronaves de grande porte.
Riscos e Oportunidades em uma Operação de Grande Escala
Embora os riscos de uma intervenção terrestre em larga escala sejam evidentes, tal ação poderia fornecer a Trump o pretexto definitivo para encerrar o conflito. A recuperação de mais de 400 quilos de urânio altamente enriquecido, com isótopos alterados para facilitar uma explosão nuclear, eliminaria a ameaça de um regime teocrático hostil fabricar bombas atômicas, reabrindo o Estreito de Ormuz e encerrando a guerra.
Segundo Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, mais da metade do urânio está escondida em túneis a mais de cem metros de profundidade nas instalações nucleares da região de Isfahan, com o restante em Natanz e outros locais potenciais. Em junho do ano passado, uma imagem de satélite mostrou um caminhão transportando dezoito cilindros azuis para as profundezas de Isfahan, levantando questões sobre se os depósitos foram bombardeados e o material está soterrado.
Logística Complexa e Desafios Operacionais
A operação proposta seria gigantesca, envolvendo tropas de assalto da 82ª divisão aerotransportada e dos Rangers para estabelecer um perímetro de segurança, seguidos por equipes que abririam uma pista para aeronaves transportando escavadeiras e outros equipamentos. Especialistas civis no transporte de materiais radioativos também participariam, todos usando roupas de proteção especial. Na prática, seria como montar uma base em território inimigo, mantendo-a operacional por dias ou semanas, sob constante fogo inimigo.
Os riscos são enormes, como evidenciado pelo resgate do tripulante do F-15, onde dois aviões pousaram mal em uma pista abandonada no Irã e tiveram que ser destruídos, prolongando a operação. A decisão final cabe a Trump, que enfrenta pressão de pesquisas mostrando aprovação abaixo de 40% para a guerra e a necessidade de uma ação dramática para encerrá-la, enquanto avalia opções cada vez mais arriscadas.



