Petro defende Pix na Colômbia e critica sanções dos EUA após relatório americano
Petro pede adoção do Pix na Colômbia e rebate críticas dos EUA

Presidente da Colômbia solicita implementação do Pix e questiona eficácia de sanções americanas

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou publicamente seu apoio ao sistema de transferências instantâneas Pix e pediu sua adoção no país durante o final de semana. A defesa ocorre após um relatório do governo dos Estados Unidos que classificou o meio de pagamento brasileiro como prejudicial às empresas americanas de cartão de crédito.

Críticas às sanções dos EUA e elogios ao Pix

Em publicação na rede social X, antigo Twitter, no último sábado, 4 de abril de 2026, Petro fez um apelo direto: "Peço ao Brasil que estenda o sistema Pix à Colômbia; espero que, assim, parem de considerar a lista da OFAC, que já não é útil". O mandatário colombiano referia-se ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Tesouro americano responsável por aplicar sanções.

Petro foi além e teceu duras críticas à atuação do órgão, afirmando que a lista de sanções "já não é uma arma contra o narcotráfico" e serve principalmente para "perseguir e subjugar a oposição política em todo o mundo". Ele descreveu o sistema como "aberrante de controle político" e alegou que líderes do tráfico internacional conseguem burlar as medidas, vivendo luxuosamente em lugares como Dubai.

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Preocupação americana com o sistema brasileiro

O posicionamento de Petro surge como resposta a um relatório publicado na semana passada pelo representante de Comércio dos Estados Unidos. O documento cita o Pix como uma prática desleal que estaria causando prejuízos às gigantes de cartão de crédito, como Visa e Mastercard.

Segundo as investigações americanas, o sistema brasileiro contaria com tratamento preferencial dado pelo Banco Central do Brasil, criando uma vantagem competitiva que poderia prejudicar empresas de pagamento dos Estados Unidos. Esta não é a primeira vez que o tema é levantado: em 2025, Washington já havia imposto tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros e aberto uma investigação sobre supostas práticas discriminatórias no comércio digital e pagamentos eletrônicos.

O crescimento impressionante do Pix

Enquanto a polêmica internacional se desenvolve, o Pix continua a bater recordes no Brasil. Em dezembro de 2025, o sistema registrou mais de 300 milhões de operações em um único dia, com um volume financeiro movimentado de R$ 179,9 bilhões em 24 horas.

Para o Banco Central, esses números reforçam a importância do Pix como "infraestrutura digital pública para o funcionamento da economia nacional". Criado em 2020, o sistema já é utilizado por mais de 170 milhões de pessoas físicas, o que corresponde a aproximadamente 80% da população brasileira.

A expansão internacional do Pix também avança: o sistema já é aceito em estabelecimentos de diversos continentes, especialmente em países com grande fluxo de brasileiros, como:

  • Argentina
  • Uruguai
  • Portugal
  • França
  • Estados Unidos

A solicitação de Gustavo Petro para a implementação do Pix na Colômbia representa mais um capítulo na crescente influência internacional do sistema de pagamentos brasileiro, mesmo diante das resistências e críticas provenientes dos Estados Unidos.

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