Pentágono rompe com Harvard: fim de programas militares e bolsas em 2026
Pentágono corta laços com Harvard em disputa ideológica

Pentágono anuncia rompimento total com Universidade de Harvard

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, conhecido como Pentágono, decidiu cortar todos os seus vínculos acadêmicos com a prestigiada Universidade de Harvard. A medida, anunciada em comunicado oficial na sexta-feira (6), representa o capítulo mais recente em uma disputa ideológica que tem marcado a relação do governo do presidente Donald Trump com instituições de ensino superior.

Fim de programas militares e bolsas de estudo

A decisão implica no encerramento de diversos programas estratégicos que conectavam as forças armadas à universidade. Entre as atividades afetadas estão:

  • Programas de educação militar específicos
  • Bolsas de estudo para militares
  • Certificações profissionais
  • Formação especializada para oficiais

O Pentágono estabeleceu que a ruptura dos laços terá início efetivo no ano letivo de 2026-2027, oferecendo um período de transição. Militares que já estão com estudos em andamento na instituição poderão concluir seus cursos normalmente, garantindo continuidade em sua formação acadêmica.

Acusações de promoção de ideologia 'woke'

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, foi enfático ao justificar a decisão em comunicado oficial. "Por tempo demais, este Departamento enviou nossos melhores e mais brilhantes oficiais para Harvard, esperando que a universidade compreendesse e valorizasse melhor nossa classe guerreira", declarou Hegseth.

O representante do Pentágono acrescentou uma crítica direta à influência percebida da universidade: "Em vez disso, muitos de nossos oficiais voltaram parecidos demais com Harvard: com a cabeça cheia de ideologias globalistas e radicais que não melhoram nossas fileiras de combate".

Expansão da revisão para outras universidades

A medida não se limita apenas a Harvard. O Pentágono indicou que realizará uma revisão completa de seus vínculos com todas as universidades da Ivy League, o grupo de instituições de elite dos Estados Unidos que inclui também Yale, Princeton e outras. O objetivo declarado é avaliar a adequação dessas parcerias para a formação e educação militar contemporânea.

Em publicação na rede social X, Hegseth utilizou terminologia característica para reforçar sua posição: "Harvard é 'woke'; o Departamento de Guerra, não". A expressão 'woke' tem sido utilizada pejorativamente por setores da direita radical para se referir a políticas de diversidade e inclusão.

Preocupações com liberdade acadêmica

A pressão constante do governo Trump sobre instituições de ensino superior tem gerado reações preocupadas entre acadêmicos e administradores universitários. Muitos especialistas manifestam temor de que medidas como esta possam representar uma erosão gradual da liberdade acadêmica, estabelecendo precedentes perigosos para a autonomia das universidades.

A disputa entre o Pentágono e Harvard reflete tensões mais amplas sobre o papel das instituições educacionais na formação de líderes militares e a influência de perspectivas ideológicas nesse processo formativo.