Especialista revela: Maior medo de Trump em 2026 é impeachment, não Rússia ou China
Maior medo de Trump é impeachment, diz especialista

Especialista revela: Maior temor de Trump é impeachment, não potências estrangeiras

Donald Trump completou o primeiro ano de seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026. Para analisar esse período e compará-lo com sua primeira passagem pela Casa Branca, o Jornal da Record News entrevistou o professor de relações internacionais Roberto Uebel, que trouxe revelações impactantes sobre as prioridades e medos do líder norte-americano.

Preocupação central: política interna e risco de destituição

Segundo Uebel, a grande preocupação de Donald Trump atualmente reside na política interna dos Estados Unidos, não em ameaças externas como Rússia ou China. As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, que serão disputadas em novembro de 2026, devem ser cruciais para o restante de seu governo e até para seu futuro político.

"Essa é a grande preocupação de Trump agora em 2026, as midterms em novembro, as eleições para o Congresso. Trump quer a todo e qualquer custo ter uma nova maioria, tanto na Câmara dos Representantes como no Senado, para garantir sua governabilidade e não ser questionado", afirmou o especialista.

Uebel foi enfático ao destacar o principal temor do presidente: "Hoje o maior medo de Trump não é a Rússia, não é a China, é sofrer um processo de impeachment e ser preso".

Contexto legal e pressões judiciais

O professor explicou que Trump tem enfrentado diversas questões legais que aumentam sua vulnerabilidade. "Trump teve que lidar com as questões dos casos Epstein desde o ano passado, agora no começo desse ano também, teve que lidar durante a campanha eleitoral com o julgamento, quase foi condenado, quase tinha o temor de ser preso", recordou.

Uebel completou: "Agora como presidente isso não pode acontecer, então é esse o grande temor de ser condenado, ser preso ou sofrer um processo de destituição que o levaria à prisão. Por isso ele quer ganhar essa maioria, manter a maioria republicana nas duas Casas".

Diferenças marcantes entre primeiro e segundo mandatos

O especialista pontuou três diferenças fundamentais entre os dois períodos de Trump na presidência:

  1. Conhecimento da máquina pública: "Trump agora conhece o funcionamento da máquina pública norte-americana, ou seja, ele sabe como as instituições funcionam, ele sabe como funciona o próprio poder executivo norte-americano".
  2. Controle do gabinete: "O primeiro governo de Trump foi marcado por escândalos, por saídas já no primeiro ano, de secretários, de assessores e conselheiros especiais. E agora esse segundo governo de Trump começa com um controle maior do seu gabinete".
  3. Política externa assertiva: "O primeiro governo era muito naquela lógica do Make America Great Again e do America First. E agora a gente vê os Estados Unidos com um grau de assertividade, um grau de inserção maior no sistema internacional, muito diferente daquele primeiro governo".

Mudanças na dinâmica de poder

Como terceira característica importante, Uebel afirmou que o segundo mandato tem diminuído o papel da Suprema Corte e do Congresso nas decisões governamentais. Trump tem utilizado instrumentos como tarifas comerciais para atender questões internas nos Estados Unidos, incluindo:

  • Controle migratório
  • Combate ao tráfico de drogas
  • Acesso a recursos como petróleo

"É um governo que vincula muitas questões domésticas às questões externas", analisou o professor, destacando uma abordagem mais integrada entre política interna e internacional.

Panorama político em 2026

A análise de Roberto Uebel pinta um quadro onde a sobrevivência política de Donald Trump depende diretamente dos resultados das eleições legislativas de novembro. Com a experiência adquirida no primeiro mandato e um controle mais firme sobre sua equipe, o presidente busca consolidar uma base parlamentar que possa protegê-lo de processos de impeachment e ações judiciais.

Enquanto o discurso público continua focado em temas de política externa e segurança nacional, a realidade interna revela um líder mais preocupado com ameaças jurídicas e institucionais do que com rivais geopolíticos tradicionais.