Flávio Bolsonaro viaja aos EUA para encontros estratégicos com aliados de Trump e think tank conservadora
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL-RJ, partiu às pressas para os Estados Unidos após o Carnaval, em uma viagem considerada prioritária para sua campanha. A agenda inclui encontros com membros do governo do ex-presidente Donald Trump e diretores da think tank conservadora PragerU, uma instituição que atua como ponte entre conhecimento acadêmico e políticas públicas.
Agenda internacional e pressões da direita brasileira
Esta viagem ocorre em um momento de cobranças crescentes por parte da direita brasileira, que aguarda definições sobre o cenário eleitoral de 2026. Flávio Bolsonaro, que atua como interlocutor de seu pai, Jair Bolsonaro, preso no Complexo Penitenciário da Papuda, busca fortalecer sua candidatura com apoios estrangeiros. Recentemente, ele esteve no mundo árabe e na Europa, onde também buscou alianças internacionais.
Os aliados do senador não divulgaram os nomes específicos dos integrantes do governo Trump com os quais ele pretende se reunir. No entanto, a PragerU, em seu site, afirma ter como missão promover valores americanos através de mídia digital e entretenimento educativo, baseando-se em princípios judaico-cristãos. A entidade oferece programas de doutrinação conservadora e depende de doações para operar.
Crescimento nas pesquisas e estratégia de campanha
Nas últimas semanas, Flávio Bolsonaro tem registrado um aumento nas intenções de voto, levando seus aliados a interpretarem que sua abordagem discreta, com poucas manifestações públicas, pode ser vantajosa. A frequência de suas viagens internacionais remete à estratégia adotada por Jair Bolsonaro em 2018, quando o então candidato passou grande parte da campanha evitando entrevistas e eventos públicos.
Por outro lado, correligionários do PL têm criticado a demora em decisões internas, especialmente em disputas regionais do partido. Muitos bolsonaristas esperam que a vinculação à imagem de Flávio Bolsonaro possa catapultar suas próprias candidaturas, algo que se torna mais difícil com o senador fora do Brasil.
Esta viagem aos Estados Unidos, onde mora seu irmão Eduardo Bolsonaro, ex-deputado pelo PL-SP, reforça a busca por legitimidade e apoio internacional em um ano eleitoral crucial. Enquanto isso, a direita brasileira continua a monitorar de perto os movimentos do pré-candidato, ansiosa por claridade sobre os rumos da campanha presidencial.



