Senador ex-lutador de MMA é confirmado como secretário de Segurança Interna dos EUA
Ex-lutador de MMA vira secretário de Segurança Interna dos EUA

Ex-lutador de MMA assume comando da Segurança Interna dos Estados Unidos

O Senado dos Estados Unidos confirmou na noite de segunda-feira (23) o senador republicano Markwayne Mullin como novo secretário de Segurança Interna. A aprovação ocorreu por 54 votos a favor e 45 contra, em uma votação majoritariamente partidária que reflete a polarização política no país.

Substituição em meio a crise e polêmicas

Mullin assume o departamento em um momento particularmente difícil, substituindo Kristi Noem, que foi demitida após intensa reação pública negativa às operações de imigração e deportação em massa do governo Trump. Conhecida como "Barbie do ICE", Noem deixou o cargo em meio a acusações de que suas políticas atrasaram respostas a desastres naturais.

O novo secretário chega ao posto quando o financiamento regular para o Departamento de Segurança Interna está bloqueado desde 14 de fevereiro, causando longas filas em aeroportos americanos. Agentes da Administração de Segurança de Transporte (TSA) têm preferido faltar ao trabalho a trabalhar sem receber seus salários.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Perfil incomum para a pasta de segurança

Markwayne Mullin traz um perfil incomum para a liderança da Segurança Interna. Ex-lutador de artes marciais mistas (MMA) e ex-lutador universitário, ele também é proprietário de uma empresa familiar de encanamento em Oklahoma. Durante seu tempo no Congresso, ficou conhecido por liderar sessões de treino matinais na academia exclusiva para membros da Câmara dos Representantes.

Apesar de mais de uma década no Congresso, Mullin não era visto como uma figura central em questões de imigração antes de sua nomeação. Sua confirmação deve-se principalmente à sua estreita amizade e lealdade ao presidente Donald Trump, de quem foi forte defensor da agenda de imigração.

Desafios imediatos e posicionamentos

Durante sua acalorada audiência de confirmação na semana passada, Mullin tentou se apresentar como uma figura estável, afirmando: "Posso ter opiniões diferentes de todos nesta sala, mas como secretário de segurança interna, protegerei a todos". No entanto, sua imagem foi contestada pelo senador republicano Rand Paul, presidente do Comitê de Segurança Interna, que questionou seu caráter e temperamento.

O primeiro grande desafio de Mullin será restaurar o financiamento regular do departamento, enquanto os democratas exigem mudanças nas operações de imigração após as mortes de dois cidadãos americanos durante protestos em Minneapolis este ano. As principais exigências incluem:

  • Agentes de imigração se identificarem e não usarem máscaras
  • Abstenção de operações de fiscalização perto de escolas, igrejas, hospitais e outros locais sensíveis
  • Uso obrigatório de câmeras corporais pelos agentes
  • Exigência de mandados judiciais para entrada em residências ou espaços privados

Mudanças prometidas e limites de atuação

Mullin retratou-se de alguns comentários feitos durante sua audiência, especialmente sobre o manifestante Alex Pretti, baleado e morto por um agente do ICE. Ele afirmou que, como secretário, se absteria de fazer julgamentos antes que investigações fossem concluídas.

Entre as mudanças prometidas, Mullin afirmou que os agentes seriam obrigados a usar mandados assinados por juízes — e não os mandados administrativos atualmente utilizados — para entrar em residências, exceto em circunstâncias excepcionais. Ele também reconheceu preocupações comunitárias sobre centros de detenção do ICE e afirmou que cortes de verbas para jurisdições-santuário seriam o último recurso.

Pressões políticas e expectativas

Trump enfrenta forte pressão dentro do Partido Republicano para cumprir sua promessa de deportar 1 milhão de pessoas por ano, o que colocará Mullin em uma posição delicada. Os democratas permanecem céticos, vendo-o como um executor leal da agenda presidencial.

Além das questões de imigração, Mullin terá que definir um novo rumo para a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), criticada por sua resposta a desastres naturais. Durante sua audiência, ele apresentou uma nova abordagem para gestão de emergências, rejeitando a eliminação da FEMA e prometendo revogar a regra de aprovação de contratos implementada por Noem.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar

O senador John Barrasso, do Wyoming, defendeu a nomeação afirmando: "Markwayne Mullin está pronto para liderar. Ele servirá com seriedade e caráter. Será um líder que tornará nosso país mais seguro". No entanto, Mullin assume em um momento em que o apoio público à agenda de imigração do presidente caiu após um ano de operações de grande repercussão em diversas cidades americanas.