Casa Branca vê presidente do Parlamento iraniano como possível líder apoiado pelos EUA
EUA veem Ghalibaf como possível líder no Irã, revela Politico

Casa Branca avalia presidente do Parlamento iraniano como possível líder apoiado pelos EUA

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, é visto pela Casa Branca como o principal interlocutor dos Estados Unidos dentro do país e, possivelmente, o líder de um futuro governo apoiado pelos norte-americanos. A revelação foi publicada pelo site americano Politico, com base em conversas sigilosas com autoridades do governo do presidente Donald Trump.

Perfil político e militar de Ghalibaf

Ghalibaf, de 64 anos, possui uma trajetória que mistura militarismo e política. Ele iniciou sua vida pública como militar após lutar na Guerra Irã-Iraque nos anos 1980, período em que os Estados Unidos estavam formalmente alinhados com o Iraque de Saddam Hussein. Sua ascensão inclui:

  • Comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária (nomeado pelo líder supremo Ali Khamenei)
  • Chefe do comando policial iraniano
  • Prefeito de Teerã
  • Líder do Parlamento desde 2020

Apesar de já ter ameaçado repetidamente os Estados Unidos, Ghalibaf é considerado por alguns integrantes da Casa Branca como um interlocutor confiável, que poderia liderar o Irã ou negociar uma saída diplomática da guerra.

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Negociações e negações públicas

Na última segunda-feira (23), quando o presidente Donald Trump afirmou haver um diálogo em curso entre seu governo e autoridades de Teerã, Ghalibaf negou publicamente a informação, classificando-a como "notícias falsas utilizadas para manipular os mercados". Contudo, fontes do governo Trump revelaram ao Politico que o parlamentar iraniano é considerado o nome mais forte entre os "candidatos" avaliados pela Casa Branca.

Contexto político iraniano e interesses americanos

O Irã não é considerado uma democracia plena, pois um sistema intrincado de comissões aprova candidatos aos altos cargos sempre em alinhamento com o líder supremo e os aiatolás. O caso de Ghalibaf não foge a essa regra, mas sua experiência militar e política o tornam uma figura chave nas avaliações americanas.

Funcionários do governo Trump destacaram que Ghalibaf é "uma opção muito promissora", embora não seja a única considerada. Uma das fontes comparou o objetivo americano com a situação de Delcy Rodríguez na Venezuela, afirmando: "Vamos mantê-la lá. Você vai trabalhar conosco. Você vai nos dar um bom acordo, um acordo prioritário para o petróleo".

Pausa nos ataques e preocupações econômicas

Nesta segunda-feira, Trump anunciou uma pausa de cinco dias nos ataques a alvos energéticos no Irã para abrir espaço para negociações. Um dos principais temores do presidente americano com uma guerra prolongada é o aumento dos preços do petróleo no mercado internacional, o que poderia:

  1. Aumentar a inflação nos Estados Unidos
  2. Corroer a popularidade já decadente de Trump, segundo pesquisas de opinião
  3. Prejudicar o Partido Republicano nas eleições legislativas de meio de mandato em novembro

Se os democratas ganharem o controle da Câmara e do Senado, Trump enfrentaria grandes dificuldades para aprovar leis de seu interesse e implementar sua agenda política, tornando a resolução do conflito com o Irã uma prioridade estratégica.

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