EUA pagam segunda parcela de petróleo venezuelano e plano de Trump é questionado
Os Estados Unidos efetuaram o pagamento da segunda parcela referente à primeira venda de petróleo venezuelano intermediada pelo governo de Donald Trump em janeiro. A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters nesta terça-feira, dia 3, após contato com um funcionário do governo norte-americano.
Detalhes do repasse financeiro
Conforme o funcionário, a Venezuela recebeu oficialmente os US$ 500 milhões totais da primeira venda de petróleo. Desse valor, US$ 300 milhões foram pagos no final de janeiro, e os US$ 200 milhões restantes foram repassados agora. O dinheiro, segundo a fonte, será distribuído em benefício do povo venezuelano, mas a critério do governo dos Estados Unidos.
Objetivo do acordo segundo autoridades
Na última semana, o secretário de Estado Marco Rubio explicou que o envolvimento dos EUA na venda de petróleo venezuelano é um esforço de curto prazo destinado a estabilizar o país, manter o governo e auxiliar a população. "Então, em essência, permitimos que a Venezuela usasse seu próprio petróleo para gerar receita para pagar professores, bombeiros e policiais e manter o funcionamento do governo, para que não tivéssemos um colapso sistêmico", afirmou Rubio.
Contexto político e captura de Maduro
O acordo sobre a venda intermediada pelos Estados Unidos foi concretizado após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em uma operação militar norte-americana em 3 de janeiro. Após o ataque, Trump declarou que o governo interino da Venezuela concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” ao país.
Controle dos recursos e dúvidas sobre o plano
Trump já havia afirmado que o dinheiro resultante das vendas ficaria sob sua responsabilidade, para garantir que os recursos sejam usados “em benefício do povo da Venezuela e dos EUA”. No entanto, a eficácia desse plano é questionada, pois depende da cooperação contínua entre as partes e da transparência na distribuição dos fundos. A situação levanta debates sobre a viabilidade de tais intervenções em meio a tensões geopolíticas.
Em depoimento ao Senado norte-americano, Rubio mencionou que a parte restante do pagamento estava "parada em uma conta" antes do repasse recente. Esse detalhe reforça as incertezas sobre a implementação prática do acordo e seus impactos reais na estabilidade venezuelana.