Empresária de Divinópolis vive momentos de tensão em Dubai durante conflito internacional
A proprietária de uma agência de turismo em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, Adelaine Vilaça, está enfrentando uma situação de apreensão durante sua viagem ao Oriente Médio. Acompanhada por outras cinco mulheres, a empresária teme pela segurança do grupo diante do conflito armado entre Estados Unidos, Israel e Irã que se intensificou nos últimos dias.
Insegurança e busca por orientações oficiais
O grupo de brasileiras está atualmente em Dubai, cidade que foi atingida por ataques iranianos como parte da retaliação aos bombardeios norte-americanos e israelenses. Inicialmente, as turistas permaneceriam na região até terça-feira (3), mas os acontecimentos recentes alteraram completamente seus planos.
"Viemos para o hotel e não nos sentimos seguras em sair mais. Como protocolo de segurança, a primeira coisa que fiz foi ligar para o Consulado Brasileiro em Dubai para consultar todas as informações sobre o nível do perigo e quais as coisas que deveriam ser feitas", relatou Adelaine em entrevista.
Alerta no celular causa pânico entre as turistas
Após o contato com o consulado, as mulheres foram surpreendidas por um alerta em seus celulares que as deixou em estado de pânico. "Nossos telefones tocaram com um sinal muito alto, muito grave, e fez a gente entrar em pânico. À medida que aconteceu o primeiro ataque, o espaço aéreo foi fechado e, por enquanto, não há possibilidade de voar", explicou a empresária.
Adelaine acrescentou que desde o início dos ataques, aproximadamente 400 mísseis e bombas já foram arremessados na região, sendo todos interceptados pelo governo dos Emirados Árabes Unidos. Apesar do susto, as brasileiras mantêm a esperança de retornar ao país em breve.
Aeroporto de Dubai amanhece fechado
O Aeroporto Internacional de Dubai amanheceu fechado nesta segunda-feira (2), dificultando ainda mais a situação das turistas. "Estamos seguras e estamos aguardando o momento no qual as companhias aéreas vão voltar a funcionar para remarcar nosso voo o quanto antes para retornar ao Brasil", completou Adelaine.
Contexto do conflito internacional
Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas, resultando na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão do governo.
De acordo com a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra território israelense e bases militares norte-americanas no Oriente Médio, iniciando uma troca de ataques que continua desde então.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra e prometeu vingá-los. "Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas", declarou.
Segundo ataque em menos de um ano
Esta é a segunda vez em menos de um ano que os Estados Unidos atacam o Irã. Em junho de 2025, uma operação bombardeou estruturas nucleares iranianas. Nas últimas semanas, Trump vinha pressionando o Irã a abandonar seu programa nuclear, com acusações de que o país tentava fabricar uma bomba atômica.
Segundo informações atualizadas, além das 555 mortes confirmadas, pelo menos 747 pessoas ficaram feridas nos ataques, e mais de 140 cidades já foram atingidas durante esse conflito que continua se intensificando na região.



