Deputada dos EUA elogia encontro Lula-Trump e critica sanções
Deputada dos EUA elogia encontro Lula-Trump

A deputada democrata Sydney Kamlager-Dove, copresidente do Brazil Caucus – frente suprapartidária do Congresso dos EUA dedicada às relações com o Brasil – manifestou satisfação após o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Ela afirmou esperar que a administração americana trabalhe para aproximar o Brasil, em vez de afastá-lo.

Reunião na Casa Branca

Os chefes de Estado se reuniram na quinta-feira (7) na Casa Branca, em Washington. Após três horas de conversa, ambos avaliaram o encontro como positivo. Trump chamou Lula de "bom homem" e "cara inteligente", enquanto Lula se disse otimista com a parceria e mencionou "amor à primeira vista" pelo republicano.

Críticas à política externa

Kamlager-Dove destacou que o Brasil é um parceiro fundamental na América Latina e lamentou que a política externa do governo Trump tenha sido guiada por pessoas que buscam enfraquecer a democracia e o sistema judiciário brasileiro. Para ela, essa abordagem gera ruídos desnecessários em uma relação que deveria ser pautada por cooperação e diálogo institucional.

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A deputada citou episódios recentes de tensão, como a imposição de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros – posteriormente reduzidas após o primeiro encontro entre Lula e Trump na Assembleia Geral da ONU – e sanções a autoridades brasileiras, incluindo o ministro do STF Alexandre de Moraes, alvo da Lei Magnitsky.

Ela avaliou que "a imposição de tarifas irresponsáveis, sanções a juízes brasileiros e ameaças de designar organizações como terroristas estrangeiras criaram atritos onde poderia haver cooperação".

Crime organizado

As críticas ocorrem em meio ao estudo do Departamento de Estado dos EUA sobre designar facções brasileiras como terroristas, enquanto o governo brasileiro tenta evitar essa medida. Lula afirmou que o assunto não foi levado à mesa, mas entregou a Trump uma proposta de combate ao crime organizado. A minuta, apresentada em abril, foi entregue em inglês, e Trump prometeu lê-la durante a noite.

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