Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, promete eleições livres e justas
Delcy Rodríguez promete eleições livres e justas na Venezuela

Delcy Rodríguez reafirma compromisso com eleições democráticas na Venezuela

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou publicamente seu compromisso com a realização de eleições livres e justas no país, em uma entrevista concedida à emissora americana NBC na quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026. Esta afirmação ocorre pouco mais de um mês após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em uma operação militar que incluiu bombardeios a Caracas no dia 3 de janeiro.

Legitimidade de Maduro e calendário eleitoral

Durante a entrevista, Rodríguez foi enfática ao responder sobre a possibilidade de eleições democráticas: "Absolutamente, sim. Teremos eleições livres e justas neste país, é claro, conforme estabelecido pela Constituição". No entanto, ela também ressaltou que Maduro continua sendo o presidente legítimo da Venezuela, explicando que ela está apenas "no comando da presidência" de forma interina.

A líder interina destacou que o calendário eleitoral será definido por meio do diálogo político interno, acrescentando que a convocação de eleições "implica também um país livre de sanções. É justiça para a Venezuela e justiça para o povo venezuelano".

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Contradições na política venezuelana

Esta posição de Rodríguez contrasta com a de outros políticos venezuelanos, incluindo seu próprio irmão, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. Na última segunda-feira, 9 de fevereiro, ele rejeitou a possibilidade de eleições no país no curto prazo, demonstrando uma divisão interna significativa no governo.

As eleições de julho de 2024, que concederam a Maduro um novo mandato de seis anos, foram amplamente contestadas pela oposição venezuelana e por diversos países. A maioria das pesquisas indicava vitória do opositor Edmundo González, um diplomata de 74 anos, antes da votação, levantando questões sobre a transparência do processo eleitoral anterior.

Relações internacionais e viagem a Washington

Rodríguez também revelou que recebeu um convite para viajar a Washington, embora não tenha fornecido detalhes sobre a data da viagem ou a composição da comitiva. "Estamos considerando ir para lá assim que estabelecermos essa cooperação e pudermos avançar com tudo", afirmou.

Enquanto isso, o presidente americano Donald Trump declarou nesta sexta-feira, 13 de fevereiro, que visitará a Venezuela, sem especificar uma data. Esta movimentação ocorre no contexto da captura de Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, que foram levados a Nova York para responder a acusações de narcotráfico em julgamento.

Contexto político e implicações

A situação política na Venezuela permanece complexa e volátil, com:

  • A afirmação de Rodríguez sobre eleições livres contrastando com a posição de outros membros do governo.
  • A legitimidade de Maduro sendo mantida apesar de sua captura e julgamento nos Estados Unidos.
  • As relações entre Venezuela e EUA evoluindo rapidamente, com possíveis visitas diplomáticas em ambos os lados.
  • O povo venezuelano aguardando por uma resolução democrática após anos de instabilidade política e econômica.

O compromisso público de Rodríguez com eleições democráticas representa um desenvolvimento significativo no cenário político venezuelano, embora sua implementação prática dependa de diversos fatores internos e externos que ainda precisam ser resolvidos.

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