Cuba restabelece energia após segundo apagão nacional em uma semana
Cuba restabelece energia após segundo apagão em uma semana

Cuba enfrenta crise energética com segundo apagão nacional em uma semana

As autoridades de Cuba conseguiram restabelecer o serviço de energia elétrica nacional ainda no domingo, 22 de março de 2026, após o segundo apagão total em menos de uma semana. A situação ocorre em meio à grave escassez de combustível e ao bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos contra a ilha caribenha.

Restabelecimento gradual e desafios contínuos

Dois terços da capital Havana já haviam recuperado o fornecimento de energia durante a tarde de sábado, conforme informou a empresa elétrica estatal. Isso ocorreu apenas um dia após o Ministério de Energia anunciar uma "desconexão total" do sistema em um país com quase 10 milhões de habitantes.

O primeiro-ministro cubano, Manuel Marrero Cruz, afirmou na rede social X: "Com o esforço dos nossos trabalhadores elétricos, conseguimos restabelecer o SEN (Sistema Elétrico Nacional)". No entanto, as autoridades advertiram que a demanda continuaria superando a oferta, indicando que os problemas persistem.

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Causas e contexto geopolítico

O apagão generalizado acontece em um momento de tensões políticas crescentes entre Cuba e os Estados Unidos. O governo cubano enfrenta pressões do presidente norte-americano Donald Trump, que impôs em janeiro um bloqueio de fato ao petróleo destinado à ilha.

Na semana passada, o líder republicano chegou a falar em "tomar" Cuba, aumentando as preocupações sobre um possível conflito. Em resposta, o vice-ministro das Relações Exteriores cubano, Carlos Fernández de Cossio, declarou à NBC: "Nosso exército sempre está preparado. E, de fato, nestes dias se prepara para a possibilidade de uma agressão militar".

Impacto na população e economia

Cuba já registrou sete apagões nacionais desde 2024, complicando ainda mais a vida dos cidadãos que enfrentam uma grave crise econômica. Entre os principais temores da população está a perda de alimentos armazenados em geladeiras, além da escassez habitual de medicamentos e produtos básicos.

Os problemas no sistema elétrico se intensificaram desde que o principal aliado regional e fornecedor de petróleo de Cuba, o líder venezuelano Nicolás Maduro, foi capturado em uma operação militar americana em 3 de janeiro. O país não recebe petróleo desde 9 de janeiro, o que impactou profundamente:

  • O setor elétrico nacional
  • O transporte público
  • Os voos das companhias aéreas
  • O setor turístico

Protestos e reações da população

Os apagões frequentes e a escassez de produtos essenciais têm gerado protestos com panelaços durante a noite em várias partes do país. A população expressa sua insatisfação com as condições de vida cada vez mais difíceis.

O apagão mais recente foi provocado por uma falha em uma unidade geradora de uma das oito usinas termelétricas do país, causando um efeito dominó em todo o sistema energético nacional. As autoridades continuam monitorando a situação enquanto buscam soluções para a crise energética que afeta profundamente a nação caribenha.

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