Guerra no Oriente Médio atinge refinarias e campos de petróleo e gás, ameaçando abastecimento global
Conflito atinge refinarias e campos de petróleo no Oriente Médio

Conflito no Oriente Médio intensifica ataques a instalações de petróleo e gás

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que completa vinte dias nesta quinta-feira, 19 de março de 2026, tem como alvo principal as instalações estratégicas de petróleo e gás natural no Oriente Médio. Refinarias na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, complexos industriais no Catar e campos de produção no Irã sofrem ataques contínuos, ampliando significativamente a preocupação internacional com o abastecimento global de energia e com a estabilidade dos preços do petróleo no mercado mundial.

Arábia Saudita registra danos em refinaria crucial

Na Arábia Saudita, um drone atingiu nesta quinta-feira a refinaria de Samref, localizada em Yanbu, às margens do Mar Vermelho. Segundo informações do Ministério da Defesa saudita, os danos à instalação ainda estão sendo avaliados pelas autoridades locais. A refinaria processa mais de quatrocentos mil barris de petróleo por dia em uma cidade considerada estratégica, pois oferece uma rota alternativa de exportação que contorna o Estreito de Ormuz.

Essa rota marítima vital foi fechada pelo Irã desde o início do conflito, provocando uma disparada imediata nos preços do petróleo em todo o planeta. A refinaria de Ras Tanura, também na Arábia Saudita e com capacidade de quinhentos e cinquenta mil barris diários, foi igualmente atingida por drones no início da guerra, resultando em incêndios e uma paralisação parcial das suas atividades operacionais.

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Catar sofre ataques em complexo de gás natural

No Catar, o complexo industrial de Ras Laffan, considerado o maior polo de exportação de gás natural liquefeito do mundo, sofreu uma série de ataques sucessivos atribuídos ao Irã. Nesta quinta-feira, a empresa estatal de energia do país, QatarEnergy, relatou danos consideráveis e incêndios provocados pelos ataques hostis. O local concentra grande parte das exportações de gás do Catar, um dos principais fornecedores globais desse insumo energético fundamental.

Os ataques ocorrem em retaliação direta aos bombardeios israelenses contra o campo de gás South Pars, a maior reserva conhecida do mundo, compartilhada entre Irã e Catar. Responsável por cerca de setenta por cento do consumo interno de gás iraniano, o campo registrou focos de incêndio após os ataques realizados na quarta-feira, agravando ainda mais a situação de instabilidade na região.

Irã mantém exportações apesar de ataques americanos

Ainda no território iraniano, a ilha de Kharg, de onde partem aproximadamente noventa por cento das exportações de petróleo bruto da nação persa, foi alvo de ataques americanos no último sábado. Apesar da intensidade do ataque, autoridades iranianas afirmam que as exportações seguem sem interrupção significativa e que não houve vítimas fatais registradas no incidente.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington não foi informado previamente da ação israelense contra o campo South Pars, mas ameaçou destruir os campos de gás do Irã se Teerã prosseguir com os ataques contra o Catar. A declaração aumenta a tensão diplomática e a possibilidade de uma escalada ainda maior do conflito armado.

Emirados Árabes suspendem operações por precaução

Nos Emirados Árabes Unidos, a refinaria de Ruwais, uma das maiores do mundo em capacidade de processamento, suspendeu temporariamente suas operações por precaução após um ataque com drones na região. A medida reflete o alto nível de alerta e a preocupação com a segurança das instalações energéticas em todo o Oriente Médio.

Os ataques coordenados contra infraestruturas críticas de petróleo e gás natural elevam o risco de uma crise global de abastecimento energético, com impactos diretos nos preços do barril de Brent e na estabilidade econômica de nações dependentes desses recursos. A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos do conflito, que já demonstra consequências graves para o mercado mundial de energia.

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