A China reagiu nesta quinta-feira, 21, à acusação formal do ex-presidente cubano Raúl Castro, irmão de Fidel Castro, por assassinato anunciada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Em declaração, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, disse que Pequim se opõe ao “abuso de meios judiciais” e à pressão exercida sobre Cuba.
“A China sempre se opôs firmemente às sanções unilaterais ilegais, que carecem de fundamento no direito internacional e (…) se opõe ao abuso dos meios judiciais. Se opõe às pressões exercidas por forças externas contra Cuba, sob qualquer pretexto”, declarou o porta-voz chinês à imprensa ao ser questionado sobre as acusações apresentadas pelos Estados Unidos.
Jiakun afirmou ainda que a China apoia firmemente a ilha “na defesa de sua soberania e dignidade nacionais”, opondo-se, ao mesmo tempo, à interferência estrangeira. Castro, de 94 anos, apareceu em público pela última vez em Cuba no início deste mês. Não há evidências de que ele tenha deixado a ilha desde então, ou de que o governo permita sua extradição.
Importante figura na revolução cubana, ele ajudou a derrotar a invasão americana da Baía dos Porcos, em 1961, e serviu como ministro da Defesa por décadas. Sucedeu seu irmão como presidente em 2008 e deixou o cargo oito anos atrás, mas permanece uma figura poderosa nos bastidores da política cubana.



