Deputados de direita no Rio comparam articulações de Flávio Bolsonaro a eleição do Papa
Articulações de Flávio no Rio são chamadas de 'conclave' por deputados

Deputados de direita no Rio comparam articulações de Flávio Bolsonaro a eleição do Papa

Com o término do Carnaval, as articulações políticas para as eleições de 2026 prometem intensificar-se significativamente. No Rio de Janeiro, a grande expectativa gira em torno da conversa entre o senador Flávio Bolsonaro, o governador Cláudio Castro e o presidente do diretório estadual do PL, Altineu Côrtes, para definir os planos do partido neste ano crucial.

O estado enfrentará duas eleições em 2026: uma indireta, na Assembleia Legislativa, para escolher quem terminará o mandato de Cláudio Castro quando ele se desincompatibilizar do governo, e a eleição direta em outubro. Os líderes do PL ainda não alcançaram um consenso sobre a melhor estratégia para este cenário inusitado que se desenha no Rio.

O "conclave" político no Rio de Janeiro

Políticos de direita têm se referido ao encontro entre Flávio, Castro e Altineu, previsto para após o Carnaval, como o "conclave", em referência à reunião fechada e sigilosa dos cardeais da Igreja Católica para definir o papa. "Vão sentar lá, vão se matar, vai ter um conclave. Um dia vai ser fumaça preta, outro fumaça preta, um belo dia antes da eleição vai ter fumaça branca", brinca o deputado estadual Rodrigo Amorim, do União Brasil.

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O mandato-tampão será aberto com a saída de Cláudio Castro para lançar candidatura ao Senado. O governador tem até abril para se desincompatibilizar. Como o vice, Thiago Pampolha, deixou o Executivo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, a Assembleia Legislativa terá que definir um nome para completar o mandato.

Interesses políticos em jogo no cenário eleitoral

A eleição indireta, às vésperas do calendário eleitoral, interessa particularmente a Cláudio Castro. O governador tenta emplacar um nome de sua confiança e já familiarizado com a máquina do estado para concluir o mandato sem ameaçar seus interesses políticos. O favorito é o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, que se filiou ao PL em dezembro.

Outra ala do partido, ligada ao senador Flávio Bolsonaro, considera que o PL deveria aproveitar o espaço para emplacar um nome forte que possa disputar a sucessão em outubro. Um dos cotados é o secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas. Com a caneta na mão, o futuro candidato poderia se apresentar ao eleitorado e já mostrar serviço.

O Rio de Janeiro é um colégio eleitoral importante para o senador Flávio Bolsonaro, que deve enfrentar Lula na eleição presidencial e deseja uma candidatura competitiva no estado para lhe dar palanque. As decisões tomadas neste "conclave" político poderão moldar significativamente o cenário eleitoral no estado e influenciar as estratégias nacionais do partido.

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