Marca de energético de The Rock paga US$ 3 milhões por propaganda enganosa nos EUA
The Rock paga US$ 3 milhões por propaganda enganosa de energético

Marca de energético de The Rock enfrenta ação judicial por propaganda enganosa nos Estados Unidos

A ZOA Energy, empresa de bebidas energéticas fundada pelo astro Dwayne Johnson, mais conhecido como The Rock, foi alvo de uma ação judicial por propaganda enganosa nos Estados Unidos. A marca foi acusada de colocar no rótulo a informação de que o produto possuía zero conservantes, enquanto a tabela de ingredientes listava a presença de ácido cítrico e ácido ascórbico, compostos reconhecidos como conservantes químicos.

Empresa nega irregularidades, mas opta por acordo milionário

Apesar de a companhia ter negado veementemente as acusações de práticas enganosas, decidiu encerrar o caso de forma amigável, pagando uma multa de 3 milhões de dólares, o equivalente a aproximadamente 15,6 milhões de reais. A ação foi movida como uma ação coletiva, o que significa que o valor será distribuído entre os consumidores que se sentiram lesados pela propaganda considerada falsa.

Os consumidores que participaram da ação poderão solicitar indenizações de até 150 dólares cada, cerca de 800 reais, dependendo da comprovação de suas reclamações. Esse tipo de processo é comum nos Estados Unidos para proteger os direitos dos consumidores contra práticas comerciais consideradas abusivas ou enganosas.

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Impacto na imagem da marca e do fundador

Dwayne Johnson, que além de ator de sucesso é um empreendedor reconhecido no mercado de bebidas, fundou a ZOA Energy com o objetivo de oferecer uma opção mais saudável no segmento de energéticos. A alegação de zero conservantes era um dos principais atrativos da marca, visando consumidores preocupados com ingredientes artificiais em seus produtos.

A descoberta dos conservantes químicos na fórmula, mesmo que em quantidades regulamentadas, levantou questões sobre a transparência da empresa em relação à composição real do produto. Especialistas em direito do consumidor destacam que casos como este reforçam a importância da precisão nas informações nutricionais e de marketing, especialmente em um mercado cada vez mais competitivo e regulado.

A decisão de encerrar o caso com um acordo financeiro, embora não signifique uma admissão de culpa por parte da ZOA Energy, demonstra a complexidade das disputas legais envolvendo grandes marcas e a necessidade de equilibrar interesses comerciais com a conformidade regulatória. A empresa não divulgou se planeja alterar a rotulagem ou a fórmula do produto após o episódio.

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