Romeu Zema reafirma pré-candidatura e anuncia reforma do STF como prioridade
O presidenciável Romeu Zema, do partido Novo e ex-governador de Minas Gerais, declarou nesta quinta-feira (16) que manterá sua pré-candidatura à Presidência da República, mesmo se convidado para ser vice de Flávio Bolsonaro, do PL. Em evento realizado em um restaurante no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, Zema apresentou as diretrizes de seu plano de governo e afirmou que sua primeira medida, caso eleito, será propor uma reforma no STF (Supremo Tribunal Federal).
Diferença em relação a outros candidatos da direita
Zema destacou que recebeu acenos positivos do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre sua pretensão eleitoral e se diferenciou de outros pré-candidatos do campo da direita, como Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, do PSD. Ele afirmou ter "consertado as barbaridades do PT" em Minas Gerais, referindo-se ao seu antecessor, Fernando Pimentel. Além disso, criticou o nepotismo na política, dizendo ter "zero parentes" envolvidos, em alusão a casos recentes envolvendo Flávio e Caiado.
Dificuldades nas pesquisas e propostas de reforma
O ex-governador tem enfrentado desafios para avançar nas pesquisas de intenção de voto. No levantamento mais recente do Datafolha, apareceu com 4% das intenções, tecnicamente empatado com Caiado (5%) e outros candidatos menores. Lula e Flávio lideram com 39% e 35%, respectivamente. Zema anunciou que sua proposta de reforma do STF incluiria idade mínima de 60 anos para ministros, mandatos de 15 anos, fim de decisões monocráticas, limitação do foro especial à Presidência da República, e proibição de indicações ao Tribunal de Contas para parentes ou aliados partidários.
Outras prioridades e anistia a Bolsonaro
Zema também mencionou que priorizará a aprovação de uma anistia para Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, e para manifestantes do 8 de Janeiro. Em segurança pública, propôs tratar facções criminosas como organizações terroristas, acabar com as saidinhas de presidiários e reduzir a maioridade penal. Na economia, defendeu a privatização da Petrobras e uma flexibilização da CLT, com salários baseados no desempenho, embora tenha ressaltado que não se trata de uma reforma trabalhista, mas de um complemento.
Equipe e apoio político
O evento contou com a participação de deputados do Novo, como Adriana Ventura (SP) e Marcel Van Hattem (RS), além de ex-colaboradores de Paulo Guedes no Ministério da Economia durante o governo Bolsonaro, incluindo Carlos da Costa e Salim Mattar. A coordenação do plano de governo foi feita por Tiago Mitraud, Christian Lohbauer e Felipe D'avila. Zema também trouxe nomes de confiança de seu governo em Minas Gerais, como Elizabeth Jucá, Pedro Bruno, Rogerio Greco e Rossieli Soares, para auxiliar na pré-campanha.



