O Advogado-Geral da União, Jorge Messias, passa por sabatina nesta quarta-feira (29) no Senado Federal, indicado pelo presidente Lula (PT) para ocupar uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação ocorre na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde senadores analisarão seu nome antes da votação em Plenário.
Ambiente favorável na CCJ
O relator da indicação, senador Weverton (PDT-MA), afirmou que Messias tem um ambiente “totalmente favorável” no Senado. Segundo ele, o indicado conversou com diversos parlamentares nos últimos meses, consolidando um cenário político mais positivo do que no fim de 2023. “O ambiente pró-Messias é totalmente favorável, a gente percebe que ele fez visitas individuais a diversos senadores, inclusive independentes”, declarou Weverton, conforme destacou o Congresso em Foco.
De acordo com o relator, Messias já conta com 45 votos favoráveis no Plenário, número superior aos 41 necessários para aprovação. Na CCJ, onde são necessários ao menos 14 votos para que a indicação siga ao Plenário, o governo projeta 16 votos. As articulações são lideradas pelos senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Randolfe Rodrigues (PT-AP), com apoio de ministros e ex-ministros do governo Lula, como Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Camilo Santana (PT-CE).
Oposição articula votos contrários
Apesar do otimismo governista, a oposição se movimenta contra a aprovação. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que a oposição não votará a favor por acreditar que Messias atuará de forma “militante” no Supremo. O líder da oposição no Congresso, Izalci Lucas (PL-MG), anunciou que a bancada do PL votará contra. O senador Sergio Moro (PL-PR) também declarou voto contrário.
Em entrevista à TV Senado, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) minimizou as resistências, destacando um clima de “diálogo e convencimento”. Para a base governista, Messias deve ser aprovado mesmo que o placar não seja amplo.
A sabatina na CCJ é o primeiro passo para a confirmação de Messias como ministro do STF, substituindo o ministro aposentado. A votação no Plenário está prevista para os próximos dias.



