Marina Silva permanece na Rede e se oferece para disputar Senado por São Paulo
Marina Silva fica na Rede e quer Senado por SP

Marina Silva reafirma permanência na Rede e busca vaga ao Senado por São Paulo

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva confirmou, na noite deste sábado, 4 de abril de 2026, que permanecerá filiada ao partido Rede Sustentabilidade, organização que ela ajudou a fundar em 2013. Em um movimento estratégico, a política se colocou à disposição para disputar a segunda vaga ao Senado Federal por São Paulo, integrando a chapa liderada por Fernando Haddad do PT ao governo estadual, ao lado de Simone Tebet do PSB.

Conflito interno e decisão de permanência

Esta decisão ocorre em um contexto de forte tensão interna dentro da Rede. Em abril do ano passado, Marina Silva perdeu o comando do partido para o grupo liderado por sua maior rival, a deputada Heloísa Helena, que se posiciona como opositora ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva do PT. Devido a essa disputa, especulava-se nos bastidores políticos que Marina poderia migrar para o Partido dos Trabalhadores, mas ela optou por permanecer e lutar pela restauração dos princípios originais da legenda.

Em nota divulgada à imprensa, Marina Silva declarou: "Tomei a decisão de continuar trabalhando pela restauração dos princípios e valores da REDE, claramente expressos em seu manifesto, programa e estatuto, quando de sua fundação. Permaneço assim no partido que, com dedicação e afinco, ajudei a fundar." Ela também enfatizou seu compromisso com um campo democrático plural, destacando a importância de São Paulo no cenário político nacional.

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Desafios para a candidatura ao Senado

Para concretizar sua candidatura ao Senado, Marina Silva enfrentará obstáculos significativos:

  • Necessidade de negociar com outros políticos e partidos da federação liderada pelo PSOL.
  • Exigência de aprovação da própria Rede, mesmo sob o comando de seus adversários internos.
  • Superação das divergências políticas que levaram à saída de importantes lideranças do partido, como o deputado federal Ricardo Galvão e a ex-presidente da Funai Joenia Wapichana.

Marina criticou a postura antidemocrática da atual direção, afirmando que o segmento Rede Vive, do qual faz parte, tem recorrido à Justiça para assegurar o respeito às regras internas. Ela mencionou que a Justiça já anulou o 5º Congresso Nacional do partido, que consolidou o grupo de Heloísa Helena no poder.

Contexto político e alianças

A ex-ministra reafirmou seu apoio à reeleição do presidente Lula e à campanha de Fernando Haddad em São Paulo, destacando sua intenção de atuar de forma conjunta com partidos como PT, PSB, PSOL, PDT, PV e PCdoB. "Decidi permanecer na REDE como uma forma de reafirmar meu compromisso com a construção de um campo democrático plural, diverso e dedicado a criar um novo ciclo de prosperidade", afirmou.

Ela agradeceu os convites recebidos de outros partidos do campo democrático, mas enfatizou sua escolha de lutar internamente pela democratização da Rede. Marina Silva projetou uma atuação mais ativa no debate público, visando fortalecer o que chamou de "bioma democrático brasileiro", com foco em justiça social, diversidade e sustentabilidade.

Este anúncio marca um capítulo crucial na trajetória política de Marina Silva, que busca não apenas uma vaga no Senado, mas também a reconquista da identidade original do partido que ajudou a criar, em meio a um cenário de polarização e desafios internos.

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