O governo do desembargador Ricardo Couto, que realiza um pente-fino nas contas do estado do Rio de Janeiro, já exonerou 1.568 servidores em pouco mais de um mês. Nesta segunda-feira, 04, uma nova leva de demissões foi publicada no Diário Oficial, atingindo principalmente cargos comissionados na Secretaria estadual do Ambiente e Sustentabilidade.
A pasta era comandada por Diego Faro, afilhado político do ex-governador Castro e que foi exonerado na reestruturação liderada por Couto. Com a medida, Faro reassumiu o mandato de vereador. Para o seu lugar no governo, o escolhido foi o procurador do estado Rodrigo Tostes de Alencar Mascarenhas.
O governador em exercício tem se cercado de procuradores no primeiro escalão do Palácio Guanabara. “Couto está fazendo uma gestão de austeridade, com controle de gastos e revisão de contratos para entregar um cenário um pouco melhor para o próximo governador”, afirmou um procurador à VEJA.
A preocupação do governador em exercício é com o déficit fiscal, que este ano chega a R$ 19 bilhões. Ele também tem dado atenção a órgãos envolvidos em escândalos, como Cedae e Rioprevidência – por causa de investimentos no Banco Master – e tradicionalmente ocupados por grupos políticos, como a Saúde.
Em nota, o governo confirma que as exonerações em massa vão continuar. “O Governo do Estado realiza auditoria na gestão das secretarias de estado e das entidades integrantes da administração indireta estadual, incluindo empresas estatais dependentes ou não dependentes, o que já resultou nas exonerações, publicadas no Diário Oficial, de 1.568 servidores”, diz o comunicado, que conclui: “Novas exonerações serão efetivadas à medida em que os trabalhos internos de auditoria são executados pela Casa Civil e Secretaria de Estado de Governo”.



