Datafolha: Lula mantém liderança no primeiro turno, Flávio Bolsonaro avança no segundo
Datafolha: Lula lidera 1º turno; Flávio avança no 2º

Datafolha revela cenário eleitoral: Lula firme no primeiro turno, Flávio Bolsonaro cresce no segundo

Uma nova pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado (11), traz um retrato detalhado da disputa presidencial brasileira, com o presidente Lula mantendo sua posição de liderança no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro, do PL, avança numericamente no segundo turno, embora dentro da margem de erro que indica um empate técnico. O estudo, realizado entre os dias 7 e 9 de abril, ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades, oferecendo uma visão consolidada das intenções de voto para as eleições de 2026.

Primeiro turno: Lula se consolida, Flávio Bolsonaro oscila positivamente

No cenário do primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, mantendo exatamente o mesmo percentual registrado na pesquisa de março, o que demonstra uma estabilidade significativa em sua base eleitoral. Por outro lado, Flávio Bolsonaro apresentou uma oscilação de dois pontos percentuais para cima, passando de 33% para 35%, indicando um crescimento moderado, mas relevante, em sua campanha.

Entre os demais candidatos, Ronaldo Caiado, do PSD, confirmado como candidato por Gilberto Kassab, subiu de 4% para 5%, enquanto Romeu Zema, do Novo, fez o movimento contrário, caindo de 5% para 4%. Renan Santos, da Missão, recuou de 3% para 2%, e Aldo Rebelo, do DC, foi de 2% para 1%. Os votos brancos e nulos somam 10%, e os indecisos representam 4% do eleitorado, refletindo uma parcela ainda em definição.

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Pesquisa espontânea e segundo turno: detalhes que moldam a disputa

Na pesquisa espontânea, onde os nomes dos candidatos não são revelados, Lula oscilou um ponto para mais, sendo citado por 26% dos entrevistados, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 12% para 16%, mostrando um aumento na lembrança de seu nome entre os eleitores. Curiosamente, Jair Bolsonaro, preso e inelegível, é lembrado por 2%, mesmo índice de Ronaldo Caiado, o que sugere uma presença residual na memória política.

No segundo turno, o cenário se torna mais apertado: Flávio Bolsonaro passou de 43% para 46% no último mês, superando numericamente Lula, que caiu de 46% para 45% no mesmo período. Com brancos e nulos em 8% e indecisos em 1%, a vantagem de um ponto percentual de Flávio está dentro da margem de erro de dois pontos, caracterizando um empate técnico que mantém a incerteza sobre o desfecho final.

Em simulações contra outros candidatos, Lula vence Ronaldo Caiado por 45% a 42%, também dentro da margem de erro, com 11% de brancos e nulos e 2% de indecisos. Caiado subiu de 36% para 42% no último mês, enquanto Lula oscilou um ponto para menos. Contra Romeu Zema, a vitória de Lula se repete com os mesmos 45% a 42%, reforçando sua posição competitiva em múltiplos cenários.

Análise e implicações para a campanha eleitoral

Esta pesquisa Datafolha destaca a consolidação de Lula como uma força majoritária no primeiro turno, com sua base eleitoral demonstrando resistência a flutuações significativas. No entanto, o avanço de Flávio Bolsonaro no segundo turno, mesmo que dentro da margem de erro, sinaliza uma disputa acirrada que pode se intensificar nos próximos meses, à medida que as campanhas se desenvolvem e os eleitores se decidem.

Os movimentos dos demais candidatos, como a ascensão de Ronaldo Caiado e o recuo de Romeu Zema, indicam um eleitorado em busca de alternativas, com votos brancos, nulos e indecisos ainda representando uma fatia considerável que pode influenciar o resultado final. A pesquisa espontânea revela que a lembrança de Flávio Bolsonaro está crescendo, possivelmente impulsionada por sua visibilidade e estratégias de comunicação.

Com a margem de erro mantendo o segundo turno em um empate técnico, a corrida presidencial promete ser uma das mais disputadas da história recente, exigindo dos candidatos um esforço redobrado para conquistar os votos decisivos. O Datafolha continuará a ser um termômetro crucial para entender as tendências e ajustar as táticas eleitorais até 2026.

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