Ronaldo Caiado: da derrota de 1989 à candidatura presidencial pelo PSD em 2024
Caiado: de 1% em 1989 a candidato presidencial pelo PSD

Uma trajetória política de mais de três décadas rumo ao Planalto

Em 1989, o médico goiano Ronaldo Caiado testou pela primeira vez seu nome como candidato à Presidência da República. Naquela eleição histórica, que contava com mais de 20 alternativas na urna, ele obteve menos de 1% dos votos, um resultado modesto que não o desanimou. Desde então, Caiado construiu uma trajetória sólida e ascendente em seu estado natal, ocupando cargos de deputado federal, senador e, atualmente, governador de Goiás. Agora, aos 76 anos, em um Brasil totalmente diferente daquele do final dos anos 80, ele terá uma nova e significativa oportunidade de disputar a cadeira mais alta do Executivo nacional.

Mudança de partido e vitória nas primárias do PSD

Caiado passou mais de três décadas na mesma legenda partidária, inicialmente no PFL, depois nos Democratas e, por fim, na União Brasil. No entanto, em janeiro de 2024, ele realizou uma movimentação estratégica ao migrar para o PSD. O objetivo era claro: disputar as primárias internas do partido para se tornar o candidato presidencial da sigla. O favorito do presidente do PSD, Gilberto Kassab, era Ratinho Júnior, governador do Paraná, que acabou desistindo da corrida. Com isso, o caminho ficou aberto para Caiado, que superou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, na disputa interna.

Os desafios de uma candidatura não polarizada

Agora, os desafios de Ronaldo Caiado são outros, e consideravelmente maiores. Primeiro, ele precisa se consolidar como um nome de alcance nacional, saindo da esfera regional onde construiu sua base política. Segundo, é fundamental que conquiste dois dígitos nas pesquisas de intenção de voto para provar que é um candidato viável e competitivo. Seu discurso central gira em torno de romper a polarização política que, segundo ele, atrasa o desenvolvimento do país. Para analisar esses desafios e a viabilidade real de sua candidatura, a apresentadora Natuza Nery conversou com Thiago Prado, editor de Política e Brasil do jornal O Globo.

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Análise especializada e contexto eleitoral

Thiago Prado, que também é autor do e-book ‘Quem será o próximo presidente?’ e da newsletter semanal ‘Jogo Político’, relembra as contradições políticas do presidenciável e seus resultados à frente do governo de Goiás. Ele analisa as condições necessárias para que uma candidatura não polarizada possa prosperar no atual cenário político brasileiro. Segundo Prado, Kassab aposta em Caiado devido ao seu perfil mais combativo, e o governo do candidato já prepara uma estratégia específica para enfrentar a campanha.

Dados recentes da pesquisa Quaest para o primeiro turno mostram que Lula lidera em dois cenários e tem empate técnico com Flávio Bolsonaro em outros cinco. Um dado interessante revela que os indecisos são minoria: 56% dos eleitores afirmam já ter definido seu voto para presidente, enquanto 43% admitem que ainda podem mudar de opinião. A próxima pesquisa eleitoral da Quaest está prevista para ser divulgada na quarta-feira, 15 de maio, trazendo novos insights sobre a corrida presidencial.

O podcast O Assunto e seu alcance impressionante

Esta análise foi apresentada no podcast O Assunto, produzido por Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti e Stéphanie Nascimento, com apresentação de Natuza Nery. O Assunto é o podcast diário do g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde sua estreia, em agosto de 2019, o programa soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 já alcançou a marca impressionante de mais de 14,2 milhões de visualizações, consolidando-se como uma fonte relevante de informação e análise política para milhões de brasileiros.

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