O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã estão “por um fio” e indicou que o cenário segue dividido entre um possível acordo para encerrar a guerra e a retomada dos ataques militares contra Teerã.
Discurso de Trump sobre o Irã
Desde que anunciou, na segunda-feira, a suspensão de novos ataques para abrir espaço às negociações diplomáticas, Trump vem alternando discursos de otimismo com ameaças de retomar a ofensiva militar. “Vamos ver o que acontece. Ou chegamos a um acordo ou tomaremos medidas um pouco mais drásticas. Mas espero que isso não aconteça”, declarou o presidente americano a jornalistas nesta quarta-feira, durante passagem pela Base Aérea de Andrews, em Maryland.
“Estamos por um fio, podem acreditar. Se não obtivermos as respostas certas, as coisas podem mudar muito rapidamente. Estamos todos preparados para agir. Precisamos das respostas corretas. Elas precisam ser totalmente satisfatórias, 100% satisfatórias”, acrescentou.
Possibilidade de acordo
Trump afirmou ainda que um acordo com o Irã evitaria perdas humanas e reduziria os impactos do conflito. “Um acordo pouparia muito tempo, energia e vidas”, disse o republicano, acrescentando que as negociações poderiam ser concluídas “muito rapidamente ou em poucos dias”.
O presidente americano também revelou que chegou a ficar a uma hora de autorizar a retomada dos ataques contra o Irã, mas decidiu adiar a ofensiva prevista para terça-feira após pedidos de países do Golfo Pérsico para que as negociações diplomáticas continuassem.
Indiciamento de Raúl Castro
Em outro desenvolvimento, o governo Trump indiciou o ex-presidente de Cuba, Raúl Castro, acusando-o de destruição de aeronave e conspiração para matar cidadãos americanos. O atual presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou o indiciamento como “manobra política, desprovida de qualquer fundamento legal”.



