O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira, 8 de maio de 2026, um cessar-fogo de três dias na guerra da Ucrânia, conflito que teve início em fevereiro de 2022. A trégua ocorrerá entre os dias 9, 10 e 11 de maio, coincidindo com o Dia da Vitória, que celebra o triunfo da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.
Detalhes do acordo
Em publicação na rede social Truth Social, Trump declarou: "Tenho o prazer de anunciar que haverá um cessar-fogo de três dias (9, 10 e 11 de maio) na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A celebração na Rússia é pelo Dia da Vitória, mas o mesmo ocorre na Ucrânia, pois ambos os países também tiveram um papel importante na Segunda Guerra Mundial. Este cessar-fogo incluirá a suspensão de todas as atividades militares e também a troca de 1.000 prisioneiros de cada país."
Trump agradeceu a concordância dos presidentes Vladimir Putin, da Rússia, e Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, e expressou esperança de que esta seja "o começo do fim de uma guerra longa, mortal e árdua". Ele acrescentou que as negociações para o fim do conflito continuam e que estão "cada vez mais perto de uma solução".
Contexto da trégua
A data do cessar-fogo coincide com a trégua unilateralmente estabelecida pelo Ministério da Defesa da Rússia para o Dia da Vitória. No entanto, na segunda-feira anterior, 4 de maio, Zelensky já havia declarado um cessar-fogo próprio, com início no dia 7, mas a proposta não foi respeitada por Moscou, que continuou a lançar ataques contra o território ucraniano.
No X (antigo Twitter), Zelensky afirmou que "é hora de os líderes russos tomarem medidas concretas para pôr fim à guerra, especialmente porque o Ministério da Defesa da Rússia acredita que não pode realizar um desfile em Moscou sem a boa vontade da Ucrânia".
Sem acordo de paz no horizonte
Apesar do cessar-fogo anunciado, os combates continuam intensos. Na semana passada, o Ministério da Defesa da Rússia informou que não haverá equipamentos militares no desfile anual do Dia da Vitória por temores de ataques de drones ucranianos de longo alcance. Enquanto isso, bombardeios persistem no campo de batalha: um ataque com mísseis russos matou sete pessoas em uma cidade no leste da Ucrânia, e outro deixou duas mortas em uma vila no sul do país, além de dezenas de feridos.
Dados da Força Aérea ucraniana, analisados pela agência AFP, revelam que a Rússia disparou um número recorde de 6.583 drones contra a Ucrânia em abril, um aumento de 2% em relação a março. As forças ucranianas conseguiram abater 88% de todos os drones e mísseis disparados. A onda de ataques coincide com uma pausa nas negociações mediadas pelos EUA e com um aumento significativo de ataques diurnos por parte de Moscou, que antes se concentravam na madrugada.



