Trump ataca Alemanha após chanceler criticar postura dos EUA no Irã
Trump ataca Alemanha após chanceler criticar EUA no Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta terça-feira, 28, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, após o líder europeu afirmar que Washington está sendo “humilhado” pelo Irã e enfrenta dificuldades estratégicas para encerrar o conflito no Oriente Médio. Em resposta, Trump atacou diretamente a situação econômica do país.

Trump rebate críticas e distorce posição alemã

“Não é à toa que a Alemanha está indo tão mal, tanto economicamente quanto em outros aspectos”, escreveu Trump em publicação na rede social Truth Social. O presidente americano também acusou Merz, sem evidências, de considerar aceitável que o Irã desenvolva armas nucleares.

“Se o Irã tivesse uma arma nuclear, o mundo inteiro ficaria refém. Estou fazendo algo com o Irã, neste momento, que outras nações ou presidentes deveriam ter feito há muito tempo”, afirmou o republicano. A declaração distorce a posição oficial do chanceler alemão. Em 16 de abril, Merz defendeu publicamente o encerramento do programa nuclear militar iraniano.

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Alemanha mantém aliança com EUA na Otan

A Alemanha segue entre os membros da Otan que autorizaram o uso de bases militares americanas em seu território para operações ligadas ao conflito. Apesar de aliados, a troca de acusações expõe fissuras na relação bilateral.

Durante visita a uma escola em Marsberg, no oeste da Alemanha, na segunda-feira, 27, Merz criticou o desempenho norte-americano na guerra com o Irã. Na ocasião, o chanceler afirmou que a condução dos EUA do conflito expõe fragilidades estratégicas de Washington.

Merz: “Uma nação inteira está sendo humilhada”

“Uma nação inteira está sendo humilhada pela liderança iraniana, especialmente pela chamada Guarda Revolucionária”, declarou. Merz também destacou a capacidade de Teerã de frustrar esforços diplomáticos dos Estados Unidos.

“Os iranianos são obviamente muito habilidosos em negociar, ou melhor, muito habilidosos em não negociar, deixando os americanos viajarem para Islamabad e depois partirem novamente sem nenhum resultado”, afirmou. O chanceler também ressaltou o histórico de intervenções militares norte-americanas.

“O problema desses conflitos é que não basta entrar; é preciso saber como sair”, disse, em referência aos precedentes do Afeganistão e do Iraque.

Impactos econômicos da guerra sobre a Alemanha

Além da crítica estratégica, Merz alertou para os impactos econômicos diretos da guerra sobre a Alemanha. “Esta guerra está nos custando muito dinheiro”, afirmou. O bloqueio iraniano ao Estreito de Ormuz e a persistente instabilidade no Oriente Médio ampliaram preocupações sobre cadeias globais de suprimento, preços da energia e desaceleração industrial europeia, especialmente em países como a Alemanha.

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