Um relatório de inteligência dos Estados Unidos sugere que o conflito envolvendo o Irã pode ter influenciado a motivação do homem acusado de tentar assassinar o ex-presidente Donald Trump durante um jantar com jornalistas na Casa Branca, em abril. A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters.
Detalhes do relatório
De acordo com o documento, produzido pelo escritório de Inteligência e Análise do Departamento de Segurança Interna dos EUA, o suspeito, Cole Tomas Allen, apresentava “múltiplas queixas sociais e políticas”, e o cenário internacional pode ter contribuído para a decisão de realizar o ataque. A avaliação, datada de 27 de abril, indica que publicações do suspeito nas redes sociais criticavam ações dos Estados Unidos no contexto da guerra envolvendo o Irã. Para os analistas, esse fator pode ter sido um dos elementos que influenciaram o atentado.
O ataque
O caso ocorreu durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em 25 de abril. O ataque foi frustrado, e as autoridades passaram a investigar as motivações do suspeito. De acordo com a Reuters, o relatório é considerado preliminar, mas representa a evidência mais consistente até agora sobre possíveis motivações ligadas ao cenário internacional.
Investigação em andamento
O FBI conduz uma análise detalhada da atividade digital de Allen, incluindo postagens com críticas a Trump e ao governo americano. Promotores afirmam que o suspeito demonstrava discordância política e teria manifestado o desejo de “revidar” decisões do governo que considerava moralmente questionáveis.
Além da acusação de tentativa de assassinato, Allen também responde por disparo de arma de fogo durante crime violento e transporte ilegal de armamento. Mais recentemente, foi incluída uma acusação de agressão contra um agente federal, após ele supostamente atirar contra um integrante do Serviço Secreto em um ponto de controle. Até o momento, ele ainda não apresentou defesa formal no processo.
Autoridades americanas não comentaram oficialmente o conteúdo do relatório, segundo a Reuters.



