Petróleo sobe a US$ 101 com impasse entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz
Petróleo sobe a US$ 101 com impasse EUA-Irã

O preço do petróleo começou a semana em forte alta, refletindo o impasse nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã durante o fim de semana. As restrições à navegação no Golfo Pérsico, especialmente no Estreito de Ormuz, continuam a prejudicar o fluxo global de petróleo. No início do pregão asiático, o barril do Brent, referência internacional, avançou mais de 2%, atingindo US$ 101,32. O dólar também registrou leve alta no período.

Cenário de tensão eleva preocupações com oferta global

Analistas avaliam que o comportamento dos mercados ao longo da semana deve permanecer sensível a qualquer avanço ou retrocesso nas negociações diplomáticas. Novos desdobramentos envolvendo o fluxo de petróleo na região do Golfo, um dos principais corredores energéticos do mundo, também devem influenciar as cotações.

Declarações de Trump sobre liderança iraniana

Após cancelar a viagem de seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner a Islamabad, no Paquistão, onde deveria ocorrer uma nova rodada de negociações de paz com o Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado, 25, que pode falar com os iranianos por telefone, mas que não sabe quem são os líderes do país persa atualmente.

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“Eles podem nos ligar a qualquer momento que quiserem”, declarou Trump a jornalistas. “De novo, nós temos todas as cartas. Eles praticamente não têm mais forças militares. Não têm mais líderes. Não sabemos quem são os líderes. Ninguém sabe quem é o líder; acho que eles nem sabem quem são os líderes, o que é muito importante”, completou.

As declarações foram feitas antes do jantar com correspondentes da Casa Branca no Hotel Washington Hilton, que foi interrompido após um tiroteio.

Impacto dos ataques ao Irã

Os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, iniciados em 28 de fevereiro, mataram várias lideranças do país, incluindo o líder supremo Ali Khamenei. Seu filho, Mojtaba Khamenei, foi escolhido como sucessor, mas não apareceu publicamente desde então, estando em recuperação de graves ferimentos causados pelos bombardeios. Ele teria delegado as decisões para generais da Guarda Revolucionária e aliados.

Mediação do Paquistão e condições para acordo

Trump elogiou o Paquistão, que atua como mediador entre EUA e Irã, chamando-o de “fantástico” e destacando as autoridades envolvidas: o marechal de campo Asim Munir e o primeiro-ministro Shehbaz Sharif. “Eles gostariam de ver algo acontecer, mas nós não vamos viajar 15, 16 horas para ter uma reunião com pessoas de quem ninguém nunca ouviu falar antes”, declarou.

O cancelamento da viagem dos representantes dos EUA ocorreu após o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, encerrar a visita que fazia ao Paquistão.

Trump afirmou que vai lidar com quem quer que esteja no comando do Irã e ressaltou que o acordo não é complicado: “O Irã não pode ter uma arma nuclear”. Ele disse ter recebido propostas de acordo do país persa, mas que “ofereceram muita coisa, mas não o suficiente”.

Em entrevista coletiva após o tiroteio no Washington Hotel, Trump voltou ao assunto e alertou que, se o Irã tivesse armas nucleares, as usaria “sem hesitação”. “Tudo será insignificante em comparação com isso, se eles algum dia receberem uma arma nuclear, e eles a usarão também”, concluiu.

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