A companhia aérea alemã Lufthansa anunciou nesta sexta-feira, 1º de novembro, que localizou a estatueta do Oscar pertencente ao diretor russo Pavel Talankine, que havia desaparecido durante um voo entre Nova York e Frankfurt. Talankine conquistou o prêmio em março pelo documentário Mr. Nobody Against Putin (2025, intitulado Um Zé Ninguém Contra Putin no Brasil).
O incidente no aeroporto JFK
Na quarta-feira, 29 de outubro, Talankine foi impedido pelos serviços de segurança dos Estados Unidos de embarcar com a estatueta na cabine do avião no aeroporto JFK, em Nova York. Segundo o site especializado em cinema Deadline, as autoridades da Agência de Segurança nos Transportes dos EUA (TSA) consideraram que o Oscar poderia ser usado como arma. O diretor foi obrigado a despachar o prêmio no porão da aeronave, dentro de uma caixa de papelão. Ao chegar em Frankfurt, no entanto, a estatueta dourada havia sumido.
Confirmação da Lufthansa
“Podemos confirmar que a estatueta do Oscar está agora em nosso poder em Frankfurt”, afirmou a Lufthansa em comunicado oficial. A empresa acrescentou que já está “em contato” com Pavel Talankine para devolver o prêmio “pessoalmente, o mais rápido possível”.
Quem é Pavel Talankine?
Pavel Talankine, de 35 anos, é videomaker em uma pequena escola russa do interior. Ele ganhou destaque internacional ao vencer o Oscar de melhor documentário de longa-metragem em março, ao lado do diretor americano David Borenstein. O documentário Mr. Nobody Against Putin é composto por imagens que Talankine conseguiu retirar clandestinamente da Rússia. A obra retrata a introdução, nas escolas russas, de aulas patrióticas pró-guerra durante a presidência de Vladimir Putin, no contexto da invasão russa da Ucrânia.
Reação do diretor
Talankine declarou ao Deadline que já havia viajado de avião pelo menos uma dúzia de vezes com a estatueta, sem qualquer problema. “É totalmente incompreensível que considerem um Oscar como uma arma”, disse ele ao chegar a Frankfurt na manhã de quinta-feira. Ele acrescentou que, em voos anteriores, “eu a levava na cabine e nunca houve qualquer problema”. Segundo o Deadline, um funcionário da Lufthansa chegou a se oferecer para acompanhar Talankine até o portão de embarque e guardar a estatueta durante o voo, mas a proposta foi rejeitada por um responsável da TSA.



