Ex-espião americano ligado a Israel defende limpeza étnica em Gaza e mira Parlamento
Ex-espião defende limpeza étnica em Gaza e mira Knesset

O ex-espião americano-israelense Jonathan Pollard voltou a ser destaque no cenário político ao anunciar sua candidatura ao Knesset, o Parlamento de Israel. Em entrevista ao Canal 13, Pollard defendeu a remoção forçada de todos os residentes palestinos da Faixa de Gaza, a anexação do território e seu repovoamento por israelenses. A declaração gerou forte reação internacional, sendo classificada por especialistas como uma defesa explícita de limpeza étnica.

Trajetória controversa

Pollard, que trabalhou como analista de inteligência para os Estados Unidos, foi preso em 1985 por espionagem a favor de Israel. Ele entregou documentos confidenciais em troca de dinheiro e joias. Condenado em 1986, cumpriu 30 anos de prisão antes de ser libertado em 2015. Após obter cidadania israelense, mudou-se para Israel em 2020, onde foi recebido como herói por setores da direita.

Motivação política

Segundo Pollard, a decisão de entrar na política foi motivada pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 israelenses. Ele criticou as falhas do governo de Benjamin Netanyahu na prevenção e resposta ao ataque. Apesar das críticas, Pollard afirmou que, se Netanyahu permanecer no poder após as eleições de outubro de 2026, será necessário apoiá-lo.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reações e polêmicas

A candidatura de Pollard gerou debates acalorados. Enquanto aliados o veem como um defensor da segurança israelense, opositores condenam suas propostas radicais. Organizações de direitos humanos classificaram suas declarações como incitação ao deslocamento forçado, crime segundo o direito internacional. Pollard pretende concorrer por um novo partido ao lado de Nissim Louk, pai de uma vítima do ataque de 7 de outubro.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar